Aluna e ex-aluna da Universidade São Judas conquistam Prêmio Neusa Maria de Jornalismo

Em sua primeira edição, premiação, que destacou profissionais pretos e trans do jornalismo, contou com 151 inscritos

O Prêmio Neusa Maria de Jornalismo nasceu a partir da iniciativa de repórteres pretos e da falta de olhar das demais premiações para a comunidade. Apoiado pela “Alma Preta Jornalismo”, o prêmio tem a intenção de avaliar o jornalismo profissional de pessoas não brancas e de pessoas trans, levando em consideração que elas são minoria no mercado de trabalho e tampouco são lembradas em premiações. A Universidade São Judas contou com dois destaques, Mariana Lima, ainda aluna da Instituição, e Rayane Moura, recém-formada.

Mariana Lima foi premiada por sua tocante matéria sobre Elismaura – ou, como é conhecida, apenas Maura, que trabalha há 21 anos como catadora de lixo na cidade de São Paulo, figura que representa tantas outras pessoas em situações parecidas.  Participar do Prêmio Neusa Maria foi um marco em sua carreira e ainda mais a certeza de que estava no caminho certo. “Como estudante, ter uma produção reconhecida desta forma é algo fantástico. Na faculdade, você acaba tendo muitos momentos de dúvida sobre o que quer fazer e como construir sua carreira, e as premiações parecem algo distante. ‘Quem sou eu para ganhar algo?’”, diz Mariana, que ainda bate na tecla da importância de o prêmio trazer consigo diversidade e inclusão. “Premiações como essa, que valorizam a diversidade, são fundamentais para que novas vozes do jornalismo sejam ouvidas e alcançadas”. Para ler a matéria da estudante, basta acessar este link: encurtador.com.br/ruD36

Outra participante premiada que também tem laços com a Universidade é Rayane Moura. A recém-formada foi destacada pela reportagem sobre o caso da mãe que perdeu a guarda da filha apenas porque a jovem passou por iniciação no candomblé. A estudante conta que não acreditou quando viu seu nome na lista de premiados, recebendo este destaque no seu último ano da faculdade e representando tantos outros jornalistas pretos, crianças e jovens que têm o mesmo sonho que ela.

“É muito gratificante para mim ser reconhecida pelo meu trabalho, e acima de tudo, ser premiada no meio de tantos nomes. Eram muito profissionais que também estavam concorrendo. Isso serve para mostrar que nós que somos pretos, nós que somos trans, nós que somos da periferia também temos potencial de chegar longe”, comenta Rayane. Para ler a matéria, basta acessar o link: encurtador.com.br/rE245

O coordenador do curso de Jornalismo e dos cursos de Comunicação e Artes da São Judas, José Augusto Lobato, destaca como as estudantes representam um motivo de orgulho para a Instituição. “Todos os dias, recebemos uma quantidade muito grande de informações e aí está o papel crucial do jornalista, cuja leitura de mundo deve filtrar os fatos de interesse público e priorizar o combate às desigualdades estruturais e às injustiças e a garantia de direitos. Na São Judas, formamos profissionais para o futuro, mas acima de tudo acreditamos em uma formação humanística, crítica e cidadã que valoriza o lugar de todos e empodera jovens para trilhar seu caminho. Ter os trabalhos da Rayane e da Mariana no Prêmio Neusa Maria nos deixa orgulhosos, felizes e com a sensação de que estamos contribuindo para uma sociedade mais justa.”

Conheça os demais reconhecido pelo Prêmio Neusa Maria de Jornalismo: https://almapreta.com/editorias/realidade/conheca-os-vencedores-do-1-premio-neusa-maria-de-jornalismo