São Judas desenvolve em parceria com a UCB app para estimular aprendizagem em crianças Down

Aplicativo foi desenvolvido em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB) e funciona como um jogo em que as crianças são estimuladas a reconhecer formas e cores 

Pesquisadores da Universidade São Judas desenvolveram um aplicativo que pretende colaborar com pesquisas sobre aprendizagem de crianças com síndrome de Down com idades entre 2 e 6 anos. O trabalho foi desenvolvido em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB)

O projeto contou com o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), e tem liderança do professor Elvio Boato, da UCB. O suporte para elaboração do aplicativo foi do Núcleo de Desenvolvimento de Tecnologia da Apple, instalado dentro da UCB, e de docentes do departamento da área de Ciência da Computação. 

O aplicativo funciona como um jogo em que as crianças são estimuladas a reconhecer formas e cores. A professora da São Judas que integra a pesquisa, Graciele Massoli Rodrigues, explica que as crianças com Down podem ter dificuldade auditiva, bem como na visão, por características da própria síndrome.

“O jogo que desenvolvemos considera essas características, leva em conta os sons e cores que essas crianças têm capacidade de identificar nessa faixa etária. Tanto as crianças quanto suas famílias ajudaram na sua construção do aplicativo”, diz Graciele.

Graciele integra o corpo docente do curso de pós-graduação em Educação Física e atua nas linhas de pesquisa “Estudos socioculturais e pedagógicos da Educação Física”, “Promoção e Prevenção em Saúde” e “Fenômeno Esportivo”.

Uso na pesquisa

O aplicativo foi criado exclusivamente para uso em pesquisas sobre aprendizagem entre crianças com Down. Com o programa desenvolvido, o próximo passo é selar parceria com instituições e, em seguida, disponibilizar os equipamentos para as famílias em que há crianças com Down. Graciele explica que o programa vai produzir relatórios que mostrem a evolução da criança e depois acompanhe seu desenvolvimento no reconhecimento de cores e ações.

Núcleo reúne pesquisas de tecnologia assistiva

A pesquisa chamada “Validação do uso de aplicativo para estimulação de crianças com síndrome de Down de 2 a 6 anos” é uma das registradas no Núcleo de Tecnologia Assistiva (Nuteca), criado pela São Judas no ano passado. 

Embora tenha nascido no curso de pós-graduação em Educação Física, o Nuteca quer agregar pesquisas de outros campos, inclusive de outras universidades e de outros países. O objetivo do núcleo é desenvolver pesquisas com populações que estejam em uma situação mais vulnerável e precisam de tecnologia para o desenvolvimento de suas competências. Hoje o Nuteca possui seis trabalhos vinculados. 

Além deste que cria o aplicativo para alunos com Down, o núcleo abriga a pesquisa também da São Judas que prevê o desenvolvimento de uma pulseira que vibra e acende a luz para ser usada por crianças dentro da escola, substituindo os sinais sonoros que marcam a rotina, como entrada e saída das aulas. O objetivo é incluir alunos com espectro autista que podem ser desestabilizados ao ouvirem o clássico sinal estridente das escolas.