
O desenvolvimento de software é a área responsável por criar soluções digitais, desde um simples aplicativo de lista de tarefas até plataformas complexas que automatizam processos em larga escala.
Trabalhar com isso vai muito além de digitar códigos na frente de um computador. Essa é uma profissão para quem gosta de resolver problemas, pensar de forma lógica, ser criativo e aprender constantemente.
Se você está considerando seguir carreira como desenvolvedor, vale a pena entender o que de fato envolve essa profissão, quais caminhos você pode seguir, como começar do zero e, claro, o que esperar do mercado de trabalho. Acompanhe para saber mais!
Desenvolvimento de software: o que faz
Quem trabalha com desenvolvimento de software é responsável por criar, manter e melhorar sistemas, aplicativos e plataformas digitais.
Um desenvolvedor, além de escrever códigos, também precisa entender as necessidades dos usuários, planejar soluções, testar funcionalidades, corrigir erros e colaborar com outras áreas (como design, produto e dados) para garantir que o software entregue valor de verdade.
Dentro do universo da programação, existem diferentes caminhos e áreas de atuação:
Front-end
O front-end é a parte visível de um sistema, aquilo que o usuário vê e interage, como botões, menus, páginas e animações. Desenvolvedores front-end trabalham com tecnologias como HTML, CSS e JavaScript, além de frameworks como React, Vue ou Angular.
Eles são os responsáveis por transformar o design em uma interface funcional, garantindo que tudo esteja visualmente bonito, responsivo (funcione bem em diferentes dispositivos) e intuitivo para o usuário.
Em outras palavras, o front-end conecta o layout criado por designers com a lógica do sistema, oferecendo uma experiência fluida e agradável para quem está navegando.
Back-end
O back-end é a parte do sistema que o usuário não vê, mas que faz tudo funcionar. É onde estão as regras de negócio, o controle de acesso, os bancos de dados, os servidores e a lógica por trás das ações realizadas no front-end.
Desenvolvedores back-end utilizam linguagens como Java, Python, PHP, Ruby ou Node.js, além de trabalhar com bancos de dados (como MySQL, PostgreSQL, MongoDB) e APIs para conectar diferentes sistemas.
Eles são responsáveis por garantir que os dados estejam corretos, seguros e disponíveis sempre que o sistema precisar, ou seja, fazem a engrenagem toda rodar sem falhas.
Data & Analytics
Essa é uma área ótima para quem curte números, lógica e interpretação de dados. Profissionais de dados atuam extraindo, organizando e analisando grandes volumes de informação para gerar insights que ajudam empresas a tomar decisões mais inteligentes.
Eles utilizam ferramentas como Python, SQL, Excel, Power BI e Tableau, além de técnicas de estatística, machine learning e inteligência artificial. São os responsáveis por responder perguntas como: “quais produtos vendem mais?”, “qual campanha teve melhor desempenho?” ou “como prever o comportamento dos usuários?”.
Em resumo, transformam dados brutos em estratégias reais.
Full stack
O desenvolvedor full stack é o profissional que entende tanto de front-end quanto de back-end. Ele pode trabalhar na construção completa de um sistema, do visual até a lógica por trás dele.
Ser full stack não significa dominar tudo com profundidade, mas ter conhecimento suficiente para transitar entre as áreas e colaborar com diferentes partes do projeto. É uma função bastante valorizada no mercado, especialmente em startups e times pequenos, onde a versatilidade faz toda a diferença.
Qual faculdade fazer para trabalhar com desenvolvimento de software?
Se você está pensando em seguir carreira como desenvolvedor, o primeiro passo é investir em uma formação que te dê uma base sólida tanto técnica quanto teórica.
A área de tecnologia é dinâmica, mas ter um diploma de ensino superior faz toda a diferença, tanto na hora de conquistar as melhores vagas quanto para crescer na profissão a longo prazo.
Hoje em dia, diversas graduações oferecem uma formação completa para quem deseja trabalhar com desenvolvimento de software. Algumas das principais são:
- Ciência da Computação que tem um foco mais acadêmico com foco em lógica, matemática, estrutura de dados, algoritmos e computação teórica. Ótimo para quem quer se aprofundar nos fundamentos da computação e trabalhar com desenvolvimento de sistemas complexos, pesquisa ou inovação tecnológica;
- Engenharia de Software que é voltada especialmente para quem quer planejar, desenvolver, testar e manter sistemas de software. Além das disciplinas de programação, o curso também traz conteúdos de engenharia, como gestão de projetos, qualidade de software e metodologias ágeis. Assim, forma profissionais preparados para atuar em todas as etapas do ciclo de desenvolvimento;
- Sistemas de Informação é uma excelente graduação para quem quer unir tecnologia e negócios. O curso prepara o aluno para desenvolver soluções digitais com foco em processos empresariais, análise de dados e gestão da informação;
- Análise e Desenvolvimento de Sistemas, mais curto que os cursos de bacharelado, esse tecnólogo é mais voltado para o mercado de trabalho. A formação é bem prática, com foco em linguagens de programação, banco de dados, desenvolvimento web e mobile. Uma ótima opção para quem quer se inserir na área com agilidade, mas sem abrir mão de uma formação completa.
Desenvolvimento de software: nota de corte
Se você está pensando em entrar na faculdade para seguir carreira como programador, uma das primeiras dúvidas que surgem é: como funciona o processo de entrada e qual a nota de corte para esse tipo de curso?
A boa notícia é que hoje existem várias formas de ingressar no ensino superior, e muitas delas usam como base o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Cursos como Ciência da Computação, Engenharia de Software, Sistemas de Informação, etc. estão disponíveis em diferentes modalidades (presencial, semipresencial e EaD) em instituições públicas e privadas de todo o país.
A forma mais comum de ingresso é por meio das seguintes opções:
Sistema de Seleção Unificada (SISU)
O Sisu é a plataforma do governo federal que distribui vagas em faculdades públicas para quem fez o Enem. A cada edição, o sistema calcula uma nota de corte diária, baseada no desempenho dos candidatos que já se inscreveram.
Para cursos ligados a desenvolvimento de software, as notas de corte costumam variar entre 650 e 900 pontos, dependendo da instituição, da modalidade (ampla concorrência ou cotas) e da região.
Para ter uma noção, conforme o portal Quero Bolsa, as notas de corte média em 2025 foram de:
- 748 para o curso de Engenharia de Software;
- 734 para o curso de Ciência da Computação;
- 700 para o curso de Sistemas de Informação;
- 676 para o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Programa Universidade para Todos (PROUNI)
O Prouni oferece bolsas de 50% a 100% em faculdades particulares para estudantes que fizeram o Enem e se enquadram nos critérios de renda.
A nota de corte para cursos de tecnologia pode girar em torno de 500 a 800 pontos, mas isso pode variar conforme o curso, a instituição e o turno escolhido (manhã, tarde ou noite). O curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na São Judas, por exemplo, teve nota de corte de 659.
Conforme, o portal Quero Bolsa, as notas de corte em média para cursos da área são:
- 572 em Engenharia de Software;
- 625 em Ciência da Computação;
- 583 em Sistemas de Informação;
- 572 em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Fundo de Financiamento Estudantil (FIES)
O Fies é uma opção para quem quer financiar a graduação em uma instituição privada e pagar depois de se formar. Também exige ter feito o Enem, com nota mínima de 450 pontos na média geral e nota acima de zero na redação.
Apesar de não ter uma nota de corte rígida como o Sisu ou o Prouni, a seleção é feita com base na nota e na renda do candidato.
Além disso, vale lembrar que algumas instituições oferecem outros tipos de financiamento, no qual não é necessário ter determinada nota no Enem. Na São Judas, por exemplo, tem a opção do Pravaler: um financiamento privado que permite parcelar as mensalidades em prazos maiores.
Como é o mercado de trabalho para programadores?
O setor de tecnologia segue em ritmo acelerado e o desenvolvimento de software segue como uma das áreas mais promissoras. De acordo com dados da Brasscom, em 2024, o setor de tecnologia gerou mais de 52 mil novos empregos formais no Brasil
Com esse cenário aquecido, a demanda por profissionais qualificados é alta, mas a concorrência também aumentou. Segundo especialistas como Fabrício Carraro (Alura) e Alan Sikora (TechFX),em entrevista ao portal Olhar Digital, o destaque no mercado vai além do conhecimento técnico.
Empresas buscam profissionais que saibam se atualizar constantemente, tenham boa comunicação e saibam trabalhar em equipe. Além de dominar linguagens como Java, Python e JavaScript, também ganham espaço os programadores com fluência em inglês, interesse por inteligência artificial e habilidades interpessoais bem desenvolvidas.
Desenvolvimento de software: salário
Se tem uma coisa que atrai muita gente para a área de desenvolvimento de software, além da possibilidade de trabalhar remotamente ou até para o exterior, é o salário. Segundo dados do portal Glassdoor, a média salarial de um desenvolvedor de software no Brasil gira em torno de R$ 6 mil.
Claro que esse valor pode variar bastante conforme o nível de experiência, a linguagem de programação dominada, a região do país e o tipo de empresa. Profissionais mais experientes e especializados em áreas como inteligência artificial, segurança cibernética ou big data podem ultrapassar os R$ 10 mil com facilidade.
Além disso, com o crescimento do home office e a demanda global por programadores, muitos brasileiros têm buscado oportunidades em empresas internacionais, recebendo em dólar ou euro, o que pode multiplicar ainda mais os ganhos mensais.
Dê o primeiro passo para se tornar um programador
Se você se identificou com a área de desenvolvimento de software e quer construir uma carreira promissora, o primeiro passo é buscar uma formação de qualidade. A faculdade é onde você vai aprender as bases da programação, entender o funcionamento de sistemas e se preparar para os desafios do mercado.
Na São Judas, o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas oferece tudo isso e muito mais: uma formação prática, professores atuantes no mercado e infraestrutura moderna para você colocar a mão na massa desde o início.
Acesse a página do curso Análise e Desenvolvimento de Sistemas e dê o próximo passo da sua carreira.






