Afinal, como é feita a avaliação do MEC? Afinal, como é feita a avaliação do MEC?

Afinal, como é feita a avaliação do MEC?

Quase todas as pessoas que estão se preparando para disputar uma vaga no ensino superior já ouviram, pelo menos uma vez, alguém falar sobre a avaliação do Ministério da Educação (MEC). Mas o que, afinal, é essa avaliação, e por que é considerado tão importante levar seus resultados em consideração na hora de escolher em qual instituição de ensino estudar?

Para esclarecer de vez essas questões, elaboramos o post de hoje, que vai explicar como é feita a avaliação do MEC e qual é a importância dela para a manutenção da qualidade do ensino superior brasileiro e, principalmente, para garantir o sucesso da sua formação. Continue a leitura e saiba mais!

O que é o MEC e qual a importância da sua avaliação do ensino superior?

O Ministério da Educação  é o órgão governamental federal responsável pela regulamentação e fiscalização da educação e do ensino em todo o território nacional. Fundado na década de 1930, durante o governo do então presidente Getúlio Vargas, o MEC, que já teve vários outros nomes e atribuições além da educação ao longo dos anos, tem como objetivo principal atualmente promover ensino de qualidade para todos os cidadãos brasileiros, desde a educação infantil até o ensino superior.

Em relação ao ensino superior, o MEC realiza periodicamente uma avaliação de todas as instituições — centros universitários, faculdades e universidades — públicas e privadas do país, com o objetivo de comprovar a qualidade de ensino de cada uma delas. As únicas instituições que ficam de fora dessa avaliação são as de esfera municipal.

A partir das informações obtidas, as instituições podem realizar melhorias, aumentando a qualidade dos cursos oferecidos, bem como de seu corpo docente e infraestrutura oferecida aos alunos.

Além disso, os resultados da avaliação do MEC também servem como base para a criação de políticas públicas por órgãos governamentais na área da educação superior, e ainda auxiliam a população em geral no sentido de orientar melhor as escolhas, disponibilizando dados referentes à realidade dos cursos e instituições.

Como é feita a avaliação do MEC?

Por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), criado em 2004, 3 componentes principais das instituições de ensino superior são avaliados: as instituições em si, os cursos e o desempenho dos estudantes. Os resultados desses 3 aspectos resultam em uma nota que possibilita que seja traçado um panorama da qualidade dos cursos e instituições do Brasil.

Um dos instrumentos que fazem parte da avaliação do MEC é o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), uma prova aplicada aos alunos que estão entrando e aos que estão terminando os cursos. A avaliação é feita com 2 provas: a de formação geral (que é igual para todos os cursos e equivale a 25% da nota), e a específica (feita para cada curso, equivalendo a 75% da nota).

A intenção do exame é justamente comparar os resultados dos alunos que estão entrando com os que estão saindo da instituição e, a partir da diferença entre eles, avaliar o quanto os estudantes daquele determinado curso estão absorvendo os conteúdos passados em sala de aula.

Juntamente com os resultados do Enade, o MEC avalia outras informações relevantes para atribuir a nota final de cada instituição, como o número de professores mestres ou doutores contratados, a infraestrutura oferecida aos alunos e os recursos didáticos utilizados em sala de aula. Todas essas informações juntas formam o CPC (Conceito Preliminar de Curso), com valores que variam de 1 a 5.

A média nacional estipulada pelo MEC para o CPC é 3. Instituições que são avaliadas como 1 ou 2 recebem, obrigatoriamente, a visita de técnicos do MEC, que as avaliarão pessoalmente. Nesse momento, a nota pode ser alterada para mais ou para menos, e a instituição deve se comprometer a realizar melhorias suficientes para que a qualidade do ensino melhore, sob pena de multas ou até mesmo fechamento em caso de descumprimento.

Para aquelas com nota 3 ou superior, a visita dos técnicos é opcional e, caso a instituição não queira, a nota do CPC é utilizada como nota definitiva.

Além do CPC, o MEC também criou outro indicador, o chamado IDD (Indicador de Diferença de Desempenho), que leva em consideração o perfil sócio-econômico do estudante e a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no momento em que o aluno ingressa no curso. O IDD, somado à nota do Enade, permite avaliar de maneira mais precisa o quanto o curso agregou à formação de cada estudante.

Por que é importante considerar a nota do MEC ao escolher o curso ou instituição na qual estudar?

Como você deve ter percebido, a avaliação do MEC atesta a qualidade de ensino das instituições de ensino superior em todo o Brasil. Como toda a análise é feita a partir de comparação de desempenho, uma faculdade que tenha um determinado curso nota 3 ser´å mais proveitoso para a sua formação do que o mesmo curso ministrado em outra faculdade, que tenha nota 2, por exemplo.

É claro que grande parte da qualidade do seu aprendizado durante o período de graduação está nas suas mãos e é responsabilidade sua, que precisará ter dedicação, disciplina e motivação para aprender e se qualificar. Porém, também é muito importante que você possa contar com um ensino de qualidade, com professores especialistas e com uma infraestrutura que promova e estimule o seu aprendizado.

Por isso, na hora de escolher em qual faculdade você quer conquistar o tão sonhado diploma, é bastante recomendado que você leve em conta a nota da instituição e, principalmente, do curso que você deseja se matricular na avaliação do MEC.

Dê preferência sempre para aqueles que receberam nota 3 ou maior nos últimos 2 ou 3 anos. Essa é uma das maneiras de você garantir que receberá um conteúdo de qualidade e de que poderá desfrutar o máximo possível de seu período de graduação!

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