Acho que escolhi o curso errado. E agora?

Você estudou, se dedicou e, com orgulho, passou no vestibular e conquistou a tão sonhada vaga no ensino superior. Com o passar das semanas e dos meses, no entanto, você já não tem tanta certeza de que essa foi a melhor escolha. A pergunta “será que eu escolhi o curso errado?” não sai da sua cabeça e essa preocupação começa a tomar uma proporção grande em sua vida.

E agora, o que fazer? Primeiro de tudo, tente manter a calma. Acredite, muita gente está no mesmo barco que você.

Segundo dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), cerca de 21% dos alunos de faculdades particulares não concluem o curso. Na USP (Universidade de São Paulo), esse índice chega a 40%!

E, ao contrário do que muita gente pensa, o fator financeiro não figura como a principal causa para esse índice alarmante. Segundo os alunos desistentes entrevistados, a incerteza de que fizeram a escolha certa foi o que mais pesou na hora de desistir da graduação.

Você anda pensando que talvez tenha escolhido o curso errado? Não se preocupe! Continue a leitura do nosso post de hoje, pois ele te ajudará a resolver essa questão de uma vez por todas. Confira!

Não se desespere!

A dinâmica “natural” do fluxo de estudos de um jovem brasileiro é concluir o ensino médio, aos 17 ou 18 anos e já engatar no curso de graduação de sua escolha. Esse curso, teoricamente, o formará na profissão escolhida, que será exercida pelo resto de sua vida, até a aposentadoria. Mas será que, aos 17 anos, as pessoas sabem mesmo, com toda a certeza, quem são, quais são seus valores e propósitos, e com o que querem trabalhar por toda a vida?

Então, calma! O primeiro passo é relaxar e conter o desespero. Perder as estribeiras não ajuda em nada. Respire fundo e entenda de uma vez por todas que você não precisa ter todas as respostas para o que quer da vida agora. E faça um esforço consciente para “aprender” que não há idade certa para se formar, para trocar de curso, para mudar os rumos profissionais. Mesmo que os padrões sociais, sua família e amigos insistam em lhe dizer que, depois de 3 anos no mesmo curso, é uma insanidade trocar, acredite: sempre há tempo.

Com a mente mais calma e tranquila (de verdade, hein?), escreva em um papel sobre o seu grau de insatisfação com o seu curso e o porquê. Por exemplo, as aulas não são o que você imaginava? Os rumos profissionais não são o que você quer para sua vida? Você não se sente empolgado em aprender sobre o que é passado no curso? Reflita sobre o que está te fazendo pensar que escolheu o curso errado e reconheça os motivos que o levaram a ficar insatisfeito com a sua formação acadêmica. Esse exercício pode parecer bobo, mas o simples fato de escrever sobre isso vai te acalmar e trazer clareza, pode acreditar.

Antes de desistir de vez, pare e pense

Ok, você está insatisfeito com o seu curso e tem que fazer escolhas em sua vida que te deixem feliz, em paz e alinhadas com quem você é em sua essência. Mas que tal, antes de jogar tudo pro alto, fazer uma atividade reflexiva profunda?

Afinal, essa é uma decisão muito importante e que pode mudar definitivamente o rumo de sua vida profissional. Então é melhor que não seja tomada no impulso, não é mesmo? Abaixo, listamos algumas questões para você responder, mentalmente ou em um papel, como preferir:

  • Você está no início do curso, fazendo o ciclo básico? Lembre-se de que o curso só começa a ficar mais voltado à sua área de atuação específica a partir do 2º ou 3º anos.

  • Você já realizou alguma atividade prática do seu curso? Às vezes, elas podem te surpreender positivamente ao mostrar o lado prático da profissão.

  • Você está passando por um momento atípico em sua vida pessoal? Em alguns casos, problemas de ordem pessoal influenciam diretamente nossa motivação e vontade em todas as outras áreas da vida. Se esse for o caso, buscar ajuda de um profissional pode ser muito útil.

  • Você já estagiou na sua área? Ter contato direto com o dia a dia da profissão pode te ajudar a decidir se aquilo é ou não a sua cara.

  • Você já conversou com profissionais bem-sucedidos e professores proeminentes? Conversar com gente que tem uma boa caminhada já trilhada na profissão, fazer perguntas e expor suas indecisões pode agregar muita informação que te ajudará a decidir de vez e acertadamente.

Lembre-se sempre de que a escolha é sua

Apesar de ser uma decisão difícil e que não deve ser tomada sem uma boa dose de reflexão, admitir que escolheu o curso errado e escolher outro não é o fim do mundo, não faz de você pior do que ninguém e nem é atestado de fraqueza de caráter. Como já dissemos, sempre é tempo de começar de novo.

E lembre-se sempre: a escolha de trocar ou não de curso é sua, somente. É claro que, durante os momentos de dúvida e angústia, os conselhos de amigos e familiares são muito bem-vindos. Afinal, eles só querem o seu bem. Mas nunca se esqueça de que é sobre a sua vida que estamos falando. Quem arcará com as consequências de suas escolhas — sejam elas certas ou erradas — será você e somente você.

Por isso, confie em si mesmo e tome a decisão que quiser, a que esteja alinhada ao seus objetivos de vida — quais são eles, aliás? Dinheiro? Realização? Agradar a família? Viver seu propósito? Seja qual forem, esteja sempre ciente de que seu destino está em suas mãos. Boa sorte!

E aí? Esse conteúdo te ajudou a descobrir se você escolheu ou não o curso errado? Se você acha que sim, mas tem dúvidas sobre qual curso tem mais a ver com você, baixe agora mesmo o nosso Guia de Profissões em Alta até 2020, que poderá te ajudar nessa escolha!



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