Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Autor: Alexandre Fernandes Machado
Título(s): Respostas fisiológicas em sessões de treinamento intervalado de alta intensidade com peso corporal
Resumo: [pt] OBJETIVO DA TESE: Analisar as respostas fisiológicas agudas de uma sessão de treinamento intervalado de alta intensidade utilizando o peso corporal em indivíduos saudáveis. ESTRUTURA DA TESE: Apresenta-se no modelo alternativo, no lugar dos capítulos de revisão, resultados e discussão são inseridos os artigos publicados e ou submetidos sobre a temática da tese. Com isso foram originados três estudos distintos para um melhor entendimento do fenômeno. ESTUDO 1: Teve como objetivo descrever, por meio de uma revisão sistemática, as estratégias de controle de carga e as diferentes adaptações promovidas pela prática do treinamento intervalado de alta intensidade com peso corporal. METODOLOGIA: Após seleção de artigos nas bases de dados Medline/PubMed, Science Direct, SportDiscus e Scielo, foram encontrados 288 estudos. Contudo, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram considerados elegíveis apenas dois artigos para a revisão sistemática. A amostra dos estudos selecionados foi de 48 indivíduos, sendo 31 do sexo feminino e 17 do sexo masculino, com variação de idade entre 20,3 a 20,5 anos. DISCUSSÃO: Os tempos de estímulo dos protocolos de exercício utilizados foram de 20 e 30 segundos e o tempo de recuperação de 10 segundos (passivo) e quatro minutos (ativo), o tempo total da sessão variou de quatro a 18 minutos, a intensidade em ambos os estudos foi “all out”. A frequência semanal foi de quatro e três dias, totalizando 16 e 12 sessões de treinamento em cada estudo. Apenas um estudo avaliou alterações na massa corporal, sendo que não foram encontradas alterações significativas. Além disso, discrepâncias entre os parâmetros na aptidão aeróbia e na resistência muscular foram encontradas entre os estudos. CONCLUSÃO: Os protocolos de HIIT com peso corporal utilizam diferentes parâmetros de carga externa, contudo, os tempos de estímulo e recuperação são variáveis comuns para a organização das sessões de treinamento, contudo, com diferente duração e frequência semanal entre as sessões, o que pode ter influenciado nas diferentes adaptações nos parâmetros de aptidão física entre os estudos. ESTUDO 2: Teve como objetivo descrever as cargas de treino externa e interna através dos sets de uma única sessão de HIIT body work. METODOLOGIA: 20 indivíduos homens (24 ± 3 anos) realizaram um protocolo de HIIT body work que consiste em uma única sessão de exercícios, com estímulos de 1:1. Os exercícios utilizados tinham 30 segundos de duração, com intensidade máxima. Os exercícios incluídos foram: jumping jack, mountain climber, burpee e squat jump, totalizando 20 minutos de sessão. Durante os exercícios, foram monitoradas a capacidade total de movimento, a medida de lactato no sangue, a classificação de percepção de esforço e recuperação, a carga de treino e a intensidade. RESULTADOS: A sessão examinada teve um total de 382 ± 89 movimentos. Foram notadas diferenças (p<0.01) no total de movimentos para cada exercício, indicando dificuldade para manter o exercício ao longo do tempo. Além disso, foi constatado um aumento da concentração de lactato após a sessão de exercícios (antes: 0.98 ± 0.16, depois: 14.10 ± 1.66; mMol/L). Diferenças estatísticas (p<0.01) foram encontradas após o 5° set e permaneceram mais altas em comparação com o 1° set para capacidade de movimento, demonstrando alta carga em uma única sessão. Nenhuma 11 diferença foi encontrada na RPE durante os sets, entretanto, a partir do segundo set, os valores da taxa de recuperação percebida foram estatisticamente (p<0.01) mais baixos que do primeiro set. CONCLUSÃO: o protocolo de exercício utilizado nesse estudo foi de alta intensidade e gerou altos valores de estresse durante a realização, com registrado aumento nos indicadores de carga interna. ESTUDO 3: Com objetivo de caracterizar o consumo de oxigênio, frequência cardíaca e custo energético de uma sessão de HIIT body work durante e após 5 minutos ao término da sessão. METODOLOGIA: Participaram do experimento doze voluntários do sexo masculino (idade 33 ± 12 anos; massa corporal 72,83 ± 7,52 kg; estatura 172,83 ± 6,01 cm). Os voluntários realizaram uma sessão de HIIT body work, com duração de 20 minutos, composta por 20 sets de 30 segundos de estímulo em intensidade all out, seguidos por 30 segundos de recuperação passiva. Foram realizados cinco ciclos para cada exercício (jump jack, mountain climber, burpee e squat jump). RESULTADOS: O consumo de oxigênio médio da sessão foi de 34,47 ± 7,32 ml.kg.min-1 (80,35 % VO2 pico obtido na sessão). Durante os 5 minutos de recuperação após a sessão de treino, o consumo médio foi de 18,79 ± 3,68 ml.kg.min-1 (43,8% do VO2 pico obtido na sessão). O custo energético da sessão foi de 250,77 ± 27,4 kcal (12,53 ± 1,37 kcal/min) e de 39,47 ± 7,74 kcal (6,85 ± 1,34 kcal/min) durante o período de recuperação. Os valores da frequência cardíaca foram 160,19 ± 17,76 bpm (91,23% da FC de pico da sessão) e 124,75 ± 21,84 bpm (71,05% da FC de pico da sessão) na recuperação. Adicionalmente, diferenças significativas (p< 0,05) no consumo máximo de oxigênio foi encontrado entre os exercícios jump jack (ml.kg.min-1), mountain climber (ml.kg.min-1), burpee (ml.kg.min-1) e squat jump (ml.kg.min-1). CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo sugerem que a sessão de HIIT body work apresenta alto gasto energético com prevalência de alta intensidade. Além disso, exercícios com maior envolvimento de massa muscular geraram diferentes respostas no consumo de oxigênio, gasto calórico e frequência cardíaca. CONCLUSÃO DA TESE: O HIIT realizado apenas com o peso do corpo é uma modalidade que apresenta grande aplicabilidade, segura, que pode ser realizada em qualquer lugar e de baixo custo operacional. Contudo deve-se considerar a ordem dos exercícios, pois, ocorrem respostas fisiológicas distintas considerando os diferentes tipos de exercícios propostos na sessão.
Resumo: [en] OBJECTIVE: To analyze the acute physiological responses of a high intensity interval training session using whole body in healthy individuals. STRUCTURE: It is presented in the alternative model, instead of the review chapters, results and discussion are inserted the articles published and or submitted on the thematic of the thesis. This led to three distinct studies for a better understanding of the phenomenon. STUDY 1: The objective of this study was to describe, through a systematic review, the strategies of load control and the different adaptations promoted by the practice of high intensity interval training with whole body. METHODOLOGY: After selecting articles in the Medline / PubMed, Science Direct, Sport Discus and Scielo databases, 288 studies were found. However, after applying the inclusion and exclusion criterion, only two articles for the systematic review were considered eligible. The sample of the selected studies was of 48 individuals, being 31 females and 17 males, with a range of 20.3 to 20.5 years. DISCUSSION: The stimulus times of the exercise protocols used were 20 and 30 seconds and the recovery time of 10 seconds (passive) and 4 minutes (active), the total session time ranged from 4 to 18 minutes, the intensity in both studies were all out. The weekly frequency was four and three days, totaling 16 and 12 training sessions in each study. Only one study evaluated changes in body mass, and no significant changes were found. In addition, discrepancies between parameters in aerobic fitness and muscular endurance were found between studies. CONCLUSION: The HIIT protocols with whole body use different external load parameters, however, stimulus and recovery times are common variables for the organization of training sessions, however, with different duration and weekly frequency between sessions, which may have influenced the different adaptations in the physical fitness parameters between the studies. STUDY 2: Aimed at describing the loads of external and internal training through the sets of a single session of HIIT body work. METHODS: Twenty male subjects (24 ± 3 years old) performed a HIIT body work protocol consisting of a single exercise session with 1:1 stimulus. The exercises used were 30 seconds long, with maximum intensity. The exercises included: jumping jack, mountain climber, burpee and squat jump, totaling 20 minutes of session. During exercise, the total movement capacity, the blood lactate measurement, the perception of effort and recovery, the training load and the intensity were monitored. RESULTS: The session examined had a total of 382 ± 89 movements. Differences (p <0.01) were observed in total movements for each exercise, indicating difficulty in maintaining exercise over time. In addition, an increase in lactate concentration was observed after the exercise session (before: 0.98 ± 0.16, after: 14.10 ± 1.66; mMol / L). Statistical differences (p <0.01) were found after the 5th set and remained higher compared to the 1st set for movement ability, demonstrating high load in a single session. No difference was found in the RPE during the sets, however, from the second set, perceived recovery rate values were statistically lower (p <0.01) than the first set. CONCLUSION: The exercise protocol used in this study was of high intensity and generated high stress values during the exercise, with a registered increase in internal load indicators. STUDY 3: In order to characterize the oxygen consumption, heart rate and 13 energetic cost of a HIIT body work session during and after 5 minutes at the end of the session. METHODS: Twelve male volunteers (age 33 ± 12 years, body weight 72.83 ± 7.52 kg, height 172.83 ± 6.01 cm) participated in the experiment. The volunteers performed a 20 minutes HIIT body work session, consisting of 20 sets of 30 seconds of stimulation in all out intensity, followed by 30 seconds of passive recovery. Five cycles were performed for each exercise (jump jack, mountain climber, burpee and squat jump). RESULTS: The mean oxygen consumption of the session was 34.47 ± 7.32 ml.kg.min-1 (80.35% VO2 peak obtained in the session). During the 5 minutes of recovery after the training session, the mean intake was 18.79 ± 3.68 ml.kg.min-1 (43.8% of the peak VO2 obtained in the session). The energetic cost of the session was 250.77 ± 27.4 kcal (12.53 ± 1.37 kcal / min) and 39.47 ± 7.74 kcal (6.85 ± 1.34 kcal / min) during the recovery period. The heart rate values were 160.19 ± 17.76 bpm (91.23% of the peak HR of the session) and 124.75 ± 21.84 bpm (71.05% of the peak HR of the session) in the recovery. In addition, significant differences (p <0.05) in maximal oxygen consumption were found between jump jack (ml.kg.min-1), mountain climber (ml.kg.min-1), and burpee (ml.kg .min-1) and squat jump (ml.kg.min-1). CONCLUSION: The results of the present study suggest that the HIIT body work session presents high energy expenditure with high intensity prevalence. In addition, exercises with greater involvement of muscle mass generated different responses in oxygen consumption, caloric expenditure and heart rate. CONCLUSION OF THE THESIS: HIIT performed only with whole body is a modality that presents great applicability, safe, that can be performed anywhere and of low operational cost. However, the order of the exercises must be considered, because different physiological responses occur considering the different types of exercises proposed in the session
Titulação: Doutorado em Educação Física
Orientador (a): Aylton José Figueira Júnior
Banca

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