Como Seriam os Filmes de Antigamente com a Tecnologia de Hoje?

Com Internet, celulares, câmeras e outros ícones da tecnologia avançada, os filmes de antigamente ganhariam, hoje, um novo desenrolar e seus personagens fariam tudo em oposto aos originais, graças a esses elementos que mudaram a sociedade e os modos de vida das pessoas.


Veja abaixo a análise e comparação de como seriam algumas obras do cinema, com essas mudanças tecnológicas e sociais:

"Janela Indiscreta" (1954), de Alfred Hitchcock.

No filme, o fotógrafo interpretado por James Stewart encontra-se preso a uma cadeira de rodas, após quebrar uma perna. Por isso, passa a lutar contra o tédio, observando sua vizinhança pela janela. O voyeur faz uso de um binóculo e das potentes lentes de sua câmera - e para sua infelicidade, acaba testemunhando um possível assassinato. Ao transpor a situação para os dias atuais, muita coisa mudaria. O tédio poderia ser combatido não apenas com a janela, mas em salas de bate-papo da internet, ou a cena poderia ter sido gravada em vídeo, postada no youtube ou servir como prova do crime.

"Curtindo a Vida Adoidado" (1986), de John Hughes.

Ferris Bueller, o adolescente interpretado por Matthew, monta um plano perfeito para conseguir cabular um dia de aula. Se tentasse repetir o feito duas décadas mais tarde, ele certamente seria fotografado à exaustão durante sua performance e, popular como ficaria por seus feitos, se tornaria o assunto do dia no Twitter.

"Uma Luz na Escuridão" (1992), de David Seltzer.

A trama acontece durante a Segunda Guerra Mundial, no momento em que a secretária interpretada por Melanie Griffith assume um serviço de espionagem dentro da casa de um oficial nazista. Em determinado momento, a espiã encontra uma série de planos secretos de mísseis alemães, que ela fotografa com sua câmera, mas que só chegarão ao governo aliado, se ela conseguir sair ilesa da Alemanha - trabalho desnecessário na atualidade, em que qualquer câmera ou celular pode enviar via internet as imagens que acabara de registrar.

"O Massacre da Serra Elétrica" (1974), de Tobe Hooper.

Mais uma vez, a telefonia celular poderia ter salvado algumas vidas. No caso, a da jovem Sally Hardesty e seus amigos, que após se perderem na área rural do Texas, acabam encontrando uma família nada amistosa, que tem como hábito cozinhar e comer pessoas. Nesse caso, ao dar de cara com o assassino mascarado Leatherface, ela poderia correr e ao mesmo tempo ligar para a polícia - que não duvidaria da veracidade de seu chamado ao ouvir o barulho da moto serra (e não serra elétrica) do psicopata.

"A Estranha Passageira" (1942), de Irving Rapper.

Apesar de não envolver a tecnologia, a cena de amor protagonizada pelos atores Bette Davis e Paul Henreid jamais seria filmada e exibida em cinemas sem receber uma série de críticas. Isso porque, antes de declarar-se para sua amada, o rapaz acende não um, mas dois cigarros, que são compartilhados com direito a muita fumaça - um momento impensável em tempos em que o tabaco é severamente combatido.

Fonte: Portal IG, texto de Guss de Lucca