Prévia do XIII Simpósio Multidisciplinar da USJT


Concurso de Poesia


O concurso de Poesias Prof. Fábio Teixeira, agora em sua 17ª edição, nasceu do sonho de seu patrono que acreditava que “enquanto houvesse alguém lendo e escrevendo poesia, o mundo teria salvação”.O concurso tinha em seu princípio pretensão de potencializar o poeta que jazia imanente em todo aluno de Letras. Mas a realização provou que não eram só os alunos de Letras que tinham algo a dizer. Aberto a todos os alunos da Universidade, ex-alunos, funcionários e inscritos no Simpósio Multidisciplinar da São Judas, iniciou acanhado. Foram 50 poemas apresentados em seu primeiro evento, e o número foi crescendo paulatinamente. Hoje disputam mais de 200 poemas. A qualidade das poesias também se apurou. Muitos poetas, que descobriram sua verve neste concurso, foram acolhidos por editoras que decidiram publicar-lhes os poemas.


O saudoso e sensível poeta e prosador, membro da Academia Mineira de Letras e da União Brasileira dos Escritores, Prof. Fábio Teixeira, no sereno paraíso onde está, certamente alegra-sede mais uma realização de sucesso.


E com seu espírito de amor e harmonia agasalha e abençoa todos os que continuam a fazer seu sonho realidade.


Prof. Everaldo José de Campos Pinheiro - Coordenador do Concurso.



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Beijo


No silêncio da noite
Tão implacável saudade
De sua boca me chama
E sem qualquer piedade
Faz-me revirar na cama


No silêncio da noite
Um sonho apenas
Sua boca que me quer
Para delícias serenas
De boca de mulher
Na calada da noite


Toco sua boca
Que me toca
Sem me dizer
O que provoca
Falta sua boca
Com que me toca
Sua boca de querer
O que não se quer
Sua boca de querer
Ser mais que mulher


Sua boca em minha mente
Sua boca tão ofegante
Minha boca impaciente
Sua boca mais um instante
Sua boca ausente
Da minha tão distante


Autoria e voz: Marcos Antonio Lizardo


Selo Segundo Lugar

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Errando Poesia

É com a vida que erro minha poesia
E com a poesia erro meus sonhos
E com meus versos em sonhos erro a vida
Porque erro meus versos em vida quando sonho
Eu me componho não de vida e sonhos
Mas de meus versos errando minha poesia



É com a estrada que erro meus passos
Meu descompasso de sentir-me tão medonho
Eu me descomponho no que faço
Sonho de vida, em poesia, tão enfadonho
E no fazer-me em versos é que me desfaço
E no desfazer em versos a vida é que sonho


E em versos a vida é o que não canto
Em meu canto sem compasso me esvazio
E vazio de mim a vida é um desencanto
Em versos sem compasso eu desvario
A poesia que erro é um pranto
E o pranto em versos é o que silencio


É com a poesia que erro o dom de amar
E é amando que erro o dom de existir
No que muito canto é que sei calar
Calando o grito é que posso resistir
A todo silêncio em mim que não pode clamar
E a todo o amor que em mim não pode mentir


Mas que se pudesse com certeza mentiria
E se acaso mentisse, seria poesia


Autoria e voz: Marcos Antonio Lizardo


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Heróis

Não existem heróis, assim entendo.
Heróis são criaturas passageiras,
são ídolos talhados em madeira
com os rostos marcados pelo medo,


criados pelos métodos inúteis
das vaidades humanas enrustidas,
tolas finalidades vãs e fúteis
dos homens da verdade corrompida.


Heróis acordam cedo e vão à luta,
não conhecem derrotas ou vitórias,
merecem melhor vida por inteiro,


conhecem a firmeza da labuta,
não precisam de estátuas ou de glórias.
Heróis? Prefiro o povo brasileiro.


Autoria e voz: Vicente Miranda


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Nosso Povo Brasileiro

Acabou o milênio, cadê o dinheiro, matou a justiça, coragem sumiu
e desde pequeno me contam histórias de sangue e glória da terra Brasil,
Tinha índio pelado correndo na mata,
debaixo das barbas do nosso bom Deus...
O padre deu roupa , TV, e censura, cercou o terreno
e falou que era seu


Acabou a pureza, cadê a beleza, mentira, verdade
vontade, ilusão...
Do negro escravo que veio a trabalho, maldito
chicote do nobre patrão
Tem preto até hoje vivendo no mato, quilombo
no morro, barraco, favela
Oxalá, capoeira é samba de roda, navio negreiro
voltando pra terra...


Acabou a cachaça, cadê o milagre, com que o povo esperava salvar o sertão.
Sofreram com fome, a dor e a sede, “resô padim Ciço”,
“brigo” Lampião...
O dono das terras é “sinhô” do engenho, é “dotô”, é político,
seu capitão.
Já rezei treze pai-nosso, dezesseis ave-maria, pedindo ajuda “prôs nossos irmãos”...


Somos brancos, pretos, amarelos e vermelhos, em cada rua, cada cidade, cada canto do país.
Somos as pequenas partes que completam o todo, uns conscientes disso, outros fingindo não saber...


Enquanto sentir a vida, alegrias e tristezas, gente humilde fé e força com espírito guerreiro.
Liberdade e justiça, “prá” mostrar essa grandeza, nosso sangue, nossa terra, nosso povo brasileiro.


Autoria e voz: Emanuel da Silva Reis


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Pedaços de Chão

Em meu olhar fatigado de palavras esparsas,
Vejo nascer o meu mundo.
As frases estão aí e minha alma sabe.
Sabe do mundo cheio de chão,
Cheio de desertos empalmados,
Espalhados em vãos
E em vários corações.


Cada pedaço de chão é um mistério
Um poro aberto ao mar e ao exílio
Que se esgarça diante do finito


Carrego em mim um mar estrangeiro.
As secretas ondas miram um terraço de areia.
O sol começa a existir frente às invenções do desejo.
Os pássaros voam errantes rumo ao vazio.
O tempo perdeu seu itinerário.


O universo do amor partiu,
Fez rios, mares e tempestades,
Armou contornos e desacordos.


Com que delícias a brisa esvoaçou seus açudes?
Com que terremoto o amor trancou-se em poças d´água?


Caídas do céu, uma estrela elegeu-me sua cúmplice,
E, eis-me aqui, tão delirantemente desperta
Para o imprevisível e para beleza.
Tão alongada ao sussurro da noite
E ao suspiro da vida....
Em meu olhar fatigado
Quero ver nuvens de esperanças...


Autoria e voz: Deise Mirian Rossi


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Psicanálise

O totem antigo de seios grandes da minha vida
e a sucção edipiana de minhas tintas,
a traçar o silêncio do meu êxtase.
Uma sensação mítica
na entrada do meu templo de pedra.
Impronunciáveis nomes de coisas-deuses
na natureza mágica do meu ser.
E saio das selvas úmidas do meu desejo,
quando os raios solares das minhas sensações
perfuram as brumas dos meus pensamentos
e originam a necessidade de sexualizar meus ídolos.
É de ouro, de prata e de bronze
as imagens divinas da minha mente.
É de ferro e consumo meu amargo divã.
É de futilidades e ganâncias o meu analista.
Aquele de todos nós:
O olhar das massas-gozo-inspiração.


Autoria e voz: Rodrigo Vieira Almeida


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A Dor de Amar

Que sentimento é o que trago no peito,
Que oprime e faz doer o coração?
Não pode ser amor; não desse jeito,
Que não lava a alma e joga-me ao chão.


Sinto a tristeza do dia lá fora.
É uma nuvem cinza, o meu interior.
A garoa é a lágrima que aflora,
E meu corpo todo é só luto e dor.


Não. Não é o amor que li nos poemas,
Que incendeia a alma e aplaca as penas,
Que ilumina o dia no seu clarear.


Não é amor,o que me faz tão pequena,
O que me faz fraca e nada serena
É a dor do amor que não pude amar.


Autoria e voz: Sueli Costancia Lopes Alves
selo menção honrosa

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Desespero de um Francisco

Deixo que as águas invadam meu rosto da forma mais bonita.
Caminhando na ponta dos pés,
Eu vou sair por aí afora,
Vagar pela noite, como se fosse a última.
Mas se a vida mesmo assim não melhorar,
O meu coração, quando eu me revelar,
Nunca terá meu sorriso.


Dono do abandono e da tristeza,
Olhando aquele inferno,
Esse meu sofrimento pode agora despertar o que me é de direito.
Esse silêncio todo me atordoa
Como se fosse o único espinho cravado em minha garganta,
Que é de comer e cuspir,
Que não deve nada a ninguém
E some nas altas da madrugada.


Luz, quero luz
Pra suportar e assistir mais um dia,
Seguir minha jornada,
Ver o inferno e maravilhas até não poder resistir.
O que será de mim ?
Para um coração mesquinho
Um dia surgiu, brilhante, minha vida.
Olha o que é que eu fiz!
Me perdoe, por favor!
Eu era o rei que um dia a fogueira queimou.
Eu era um louco a perguntar
“O que é que a vida vai fazer de mim?”
Eu sei que fui feliz...
Quem sabe, eu fui feliz.
Foi tudo ilusão passageira...
Não vale a pena despertar!


Pode ser que você venha,
Por mero favor,para ver,
Ouvir que eu chorei,
Que eu morri,
Que estou louco,
Que eu estou sozinho! E tem mais.
Quando chegar o momento,
Essa palavra presa na garganta também pode ter seu valor.
Cada lágrima rolada no meu peito
Me leva para meu desencanto,
Que, seja lá como for, meus olhares evita.


Que vontade de chorar!
Gosto de me ver chorar!
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
Que eu faço tanta questão.
De eu não ter como lutar,
Que o luar está chamando,
Que eu vou me conhecer inteiro,
Que eu entrego os pontos.
Que o meu desalento por me deixar respirar,
Por me deixar existir, já não tem mais fim.
Mas vou até o fim.
Como era de se esperar, amanhã tudo volta ao normal.
Seja o que Deus quiser.


Autoria e voz: Thiago Petrin França


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Evasão

Eu deixo o sol, pois já não canta como antes,
No coração, o ardor do ser, alegremente;
Nem calor há n’alma, que anseia o agora ausente
Brilho que encobre o triste fardo... Meu Diamante!...


Eu deixo as trevas, por não sorrirem como amantes
Aos tons suaves de um vago sonho extinto.
Não confortam este desejo se esvaindo
Do que não sei... só sentimentos dissonantes.


Vejo a primavera, por ser flébil que não a sente,
Com dor de novas asas, deixando aos olhos tristes
Amor a rosas mortas e temor ao que não existe.


E assim, enquanto erro a passos tão dolentes,
Restam da vida, como do eu em mim perdido,
Saudade... e o dissabor de não ter vivido.


Autoria e voz: Felipe Hauny Bazílio Rocha


Selo Primeiro Lugar

 

Mito

Volto ao espelho
Em busca do Eu - Narciso
Não em busca do sorriso
Nem do esquecido olhar.
Volto ao espelho
Como quem bebe água
Mato minha sede
Na miragem do que sou
Na mentira que aniversario
Na ponte virtual que construo
Entre mim e o outro que penso ser.
Volto ao espelho
Como quem do sexo
Vício
Como quem do medo
Ofício
Como quem do sacrifício
O altar.
Volto e sei que voltarei
Foco e sufoco
As leituras que faço de mim.


Autoria e voz: Nestor Ângelo da Luz


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Olhos Verdes

Quanto olhaste, olhos verdes,
No teu tempo já transcorrido?
Rostos de muitos homens,
Roupas de muitas mulheres,
Arvores, estradas, animais pelos caminhos...


Quanto olhaste, olhos verdes,
Durante o tempo que já se foi?
O mar, as estrelas, as montanhas,
Os automóveis, os trens, os aviões,
As crianças, as flores, chuva...


Verdes olhos que já olharam
Amigos, parentes, estranhos,
Gente feia, linda maravilhosa,
Cenas alegres e tristes cenas...


Agora, olhos verdes, o que olhas em direção ao futuro?
O que procuras com tanto empenho?
Encontrar alguém perdido no passado?
Reencontrar alguém que nunca perdeste?


Olhos verdes, verdes olhos,
Quando começaste a olhar,
Aqui neste planeta eu já estava...


Olhos verdes, verdes olhos,
De tanto olhar, olhar, olhar,
Talvez um dia me possas encontrar...


Autoria e voz: Sérgio de Assis Rago


Selo Terceiro lugar

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Pseudo-Metonímia

Minhas linhas - que evito considerar poesia -, ah!, as
Minhas linhas, tão pateticamente íntimas e tão sofregamente
Singulares! Nada envolvem, nada compreendem, nada acrescentam
E nada são além de patéticas! Sem valor,
Como as brasas d'uma certa fogueira que ardeu toda a noite
Há tempos, sendo agora nada além de cinzas. Nada, nada!


Pois é... nem mesmo a metáfora do coração vale; tudo está
Cansado, tudo marcha em marcha lenta, e lenta é a vontade
Do peito de respirar. Tudo está cansado, sem ar. As palavras
Não têm fôlego; são tuberculosas. Os auto-possessivos de
Quem nada realmente possui fazem o sentido dos tolos, são
Ouro de ninguém! Nada dizem; nada são além de qualquer cousa.


Gostaria de pegar o bonde, mas... que bonde? Hoje não
Há bondes e são os ônibus que ardem pessoas e assassinam reféns. Indefinição.
Alegrar-me-ia colher flores, mas nem mesmo a Rosa de Hiroshima é;
Banalizaram a vida.
Ah, que alívio seria a canção de todo o pesar que carrego!
Um fardo indistinto, sem traços, sem laços, sem pedaços de verdade!
Um fardo que pesa e dobra os joelhos, que rala minha pele no chão
E me machuca um'alma que nem mesmo sei se tenho!
Pegarei o bonde; mas..., ir pra onde?


Nem meu lamento vale!


A sintaxe não é sintaxe; nem mesmo sei o que é sintaxe.
Se um dia perguntarem-me o que é sintaxe, direi, envergonhado,
Que não sei da sintaxe. A verdade, isso não importa. Divirto-me -
Divirto-me? - com isso: chover no papel. A chuva é desordenada.
A chuva não escolhe, não tem intenções. A chuva apenas cai.
Minhas linhas são chuva. A chuva não se assemelha às minhas linhas.
Como saber o que é sintaxe?
Como saber o que é... o amor?


Nem meu lamento vale!


Banal. Clichê. Normal. Simples. Ordinário. Comum. Raso.
Pobre. Fraco. Ralo. Tênue. Débil. Terminal. Eutanásia.


Eutanásia.


Dos grilhões dos quais livre me brado nada levo além
Da mentira da liberdade pseudo-ridicularmente-poética!
Idiota! Falta essência, falta sumo, falta técnica, falta cultura
Falta alma! Não enfrentas aquilo que não conheces e tema
O teu isolamento por meio da segregação intelectual!
Falta-me tudo, meu Deus de ninguém. Falta-me tudo, tudo...
Tudo.
E
Nada.


Tudo...
Nada.
Tudo...
Nada.
Tudo...
Nada.
Tudo...
Nada.


Acabaram as pétalas.


Autoria e voz: Ronaldo Ferreira Lana


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Terra sem Garoa

Um fim de tarde cinzento
Pessoas alucinadas fugindo da própria sorte
O Sol se põe e mesmo à noite São Paulo continua pulsando
Onde está a vida dessa cidade?
Onde está a história dessa gente?
Ser paulistano se mistura com a história da cidade,
Formando NÓS MESMOS!


Sampa do grito do Ipiranga
Das manifestações na Sé
Das exposições do Masp, na Paulista


A cidade que me fascina
Eu ainda não tive a oportunidade de conhecer
Talvez não pelo que gostaria de conhecer


Vejo suas favelas, escolas, mendigos
Crianças implorando dignidade em faróis
Burgueses alheios ao sofrimento dos marginalizados


Ao andar pelo Centro de São Paulo
Lugar onde se revela a história de um povo
Corpos engravatados passam olhando para frente.
Nas beiradas das ruas,
Outros corpos ficam parados,
Inertes,
Olhando para cima.


Eu já fui ao Ibirapuera
À Torre do Banespa
Ao Parque da Água Branca
Aí sim, encontrei beleza
Uma cidade que poucos podem enxergar


Afinal, onde está a história de São Paulo?
Nos monumentos e prédios históricos ou na sua própria gente?
Quem sabe a resposta?


A história da cidade está em parte de sua gente
Já a maioria dessa gente são homens invisíveis e sem história
Meu avô dizia que os paulistanos não se conhecem porque se acham norte-americanos
Eu penso diferente...


- Os paulistanos não se conhecem, porque não conhecem a si mesmos.


O grito do Ipiranga não foi o grito do Brasil ou da cidade
Foi o grito da elite
A cidade mesmo nunca gritou
E o Brasil muito menos.
Existe aí o grito dos invisíveis e mudos.
Pobres coitados.


Sabem em qual cidade eu moro?
Na cidade do meu destino, da minha história, do meu caminho
Sabe de uma coisa...


- EU AMO MINHA CIDADE E LUTO CONTRA AS MAZELAS QUE HABITAM NELA.


Autoria e voz: Wellington Alves da Silva


Locução: Sérgio Pinheiro, Beatriz Dionisio e Alessandro Abiati/Áudio: Dagoberto Alves e Marcelo Fernandes.

Coordenação: Profª. Carmem Lúcia José.

Gravado no Estúdio de Rádio da Universidade São Judas Tadeu.


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