Engenheiros formados na São Judas contam como foi a experiência de receber prêmio internacional na Itália

O que leva alguém a se dedicar ao máximo em um projeto? “O desafio de achar soluções para algo que ninguém tem a resposta”. Essa foi basicamente a explicação dada por Ex-alunos de Engenharia Elétrica da São Judas quando indagados sobre o motivo de aceitarem a proposta de criar um Robô de seis pernas que se locomove de forma regular.

O desafio foi a grande motivação que impulsionou Márcio Totaki, Raphael Cortez, Rodrigo Letang, Rodrigo Schneiater e Wagner Moraes, a se empenharem ao máximo na elaboração do Trabalho de Graduação (TG). O resultado foi um trabalho tão bem feito que o grupo ganhou reconhecimento internacional.

Em julho, o Robô foi apresentado no IEEE ISIE 2010 (Simpósio Internacional da Indústria Eletrônica) na cidade de Bari (Itália) e recebeu o prêmio Best Student Forum Paper. Entretanto o prêmio foi apenas uma das recompensas pela dedicação.

Os engenheiros receberam convites para cursar o PHD na Europa e tiveram a oportunidade de conhecer pessoas de várias partes do mundo. Além disso, Raphael Cortez revela que o prêmio trouxe maior visibilidade e prestígio na comunidade acadêmica o que, segundo ele, “é importante para quem pretende seguir a carreira acadêmica cursando o Mestrado ou Doutorado”.

O prêmio também ofereceu novas possibilidades para todos, tanto que Rodrigo Letang conta que o grupo foi convidado para participar de outros eventos internacionais na área de robótica.

O desafio
E os cinco rapazes tiveram mesmo que se empenhar. Para criar o protótipo os alunos precisaram estudar técnicas avançadas de Robótica, como a Cinemática Inversa, matéria ensinada apenas nos cursos de pós-graduação.

Porém essa não foi a única dificuldade.  Segundo eles, ao desenvolver o TG tiveram que ajustar o projeto aos recursos financeiros limitados e organizar o tempo de forma eficaz.

Contudo, sem a ajuda da Universidade São Judas Tadeu vencer esses obstáculos seria mais complicado. Os integrantes do grupo concordam com isso ao afirmarem que as matérias que tiveram no decorrer do curso e a infraestrutura da instituição foram de grande ajuda na execução do projeto.

“O curso nos deu o conhecimento técnico para o desenvolvimento do Robô e também cedeu a infraestrutura para que pudéssemos montar o robô com baixo custo”, relata Márcio Totaki.

Toda essa ajuda, somada ao desafio de inovar, foi que sustentou o projeto até o final. Wagner Moraes declara que eles queriam ir além da média, dar o máximo, mesmo que isso significasse ficar acordados até horas da madrugada.

“Pode parecer meio estranho termos gostado deste ‘sofrimento’, mas no fundo sabíamos que aquilo era algo que pouquíssimos teriam a oportunidade de entender a fundo”, afirma Wagner.

Você quer saber mais sobre o Robô Hexápode e como foi a criação do protótipo? Leia a matéria publicada na página 10 do Jornal São Judas. Veja também os vídeos divulgados no Youtube e a Galeria de imagens do ISIE10.

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