Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Autor: Ricardo Aparecido Baptista Nucci
Título(s): [pt] Análise morfoquantitativa do fígado de ratos idosos submetidos a administração de esteroides anabolizantes androgênicos e ao treinamento resistido.
Resumo: [pt] O envelhecimento se caracteriza pela redução da capacidade de manutenção da homeostasia, em condições de sobrecarga funcional. Além, das modificações sistêmicas e teciduais, destacam-se também as alterações nos níveis da testosterona, em homens. Sabe-se que o comprometimento do fígado é associado a utilização de doses exacerbadas de testosterona, inclusive em idosos. Além disso, muitos idosos aderem a rotinas de exercício físico para melhora do condicionamento e atenuação dos fatores deletérios do envelhecimento. Nesse sentido, o fígado é importante na homeostasia glicídica para a realização do exercício. No presente estudo, avaliou-se os efeitos da administração de propionato de testosterona e do exercício resistido nos aspectos estruturais do fígado de ratos durante o envelhecimento. Ratos Wistar machos, foram divididos nos seguintes grupos: Controle 10 meses (n=6), Controle 20 meses (n=6), Controle 24 meses (n=6), Grupo Esteroide (n=6, 24 meses), Grupo Treinamento Resistido (TR, n=6, 24 meses) Grupo Treinado + Esteroides (TE, n=5, 24 meses). Nos grupos ES e TE foi administrado propionato de testosterona dos 20 aos 24 meses. Os grupos TR e TE realizaram o protocolo de treinamento resistido dos 20 aos 24 meses, por meio do modelo de Escalada em escada. A estrutura do fígado foi quantificada através de técnicas morfométricas e estereológicas. Os dados foram analisados estatisticamente com nível de significância de 5%. A administração suprafisiológica de testosterona sozinha ou combinada ao treinamento resistido reduziu o peso corporal final. O peso absoluto do fígado aumentou com o envelhecimento e todas as demais intervenções. Quanto ao peso relativo do fígado, o processo de envelhecimento aumentou a massa hepática, adicionalmente a utilização de testosterona associada ou não ao treinamento aumentou ainda mais a massa hepática. Observamos que no envelhecimento as áreas dos hepatócitos aumentaram e sua quantidade diminui, porém, o exercício além de aumentar a área dos hepatócitos, promoveu sua manutenção numérica. Os grupos submetidos ao tratamento com testosterona apresentaram diminuição da área dos hepatócitos e aumento numérico, e no grupo que recebeu conjuntamente o treinamento observou-se uma atenuação destes efeitos. Houve diminuição, com o envelhecimento e o treinamento, no número de outras células hepáticas. No entanto, a testosterona aumentou o número destas outras células hepáticas. O achado de maior destaque foi um provável quadro de colestase e/ou congestão hepática crônica caracterizado pela diminuição do parênquima lobular e consequente aumento do parênquima não lobular, bem como aumento das fibras colágenas do tipo I, nos grupos que receberam testosterona, indicando fibrose. Por fim, a análise estereológica do glicogênio hepático indicou aumento de glicogênio em todas as intervenções, sendo que o grupo que recebeu a associação de testosterona ao treinamento resistido apresentou maior aumento de glicogênio. Tendo em vista a relevância do tema desta pesquisa, mais estudos são necessários para elucidar os efeitos da administração de testosterona, nas suas diversas variantes de composição química, assim como da prescrição de exercícios resistidos, sobre o tecido hepático.
Abstract: [en] Aging is characterized by reduced ability to maintain homeostasis in functional overload conditions. In addition to systemic and tissue changes, also stands out the changes in the levels of testosterone in men. It is known that the impairment of the liver is associated with the use of exacerbated doses of testosterone, including in the elderly. Also, many older people initiate exercise routines to improve conditioning and attenuate the deleterious factors of aging. The liver is important in glycidic homeostasis to carry out the exercise. In the present study, we evaluated the effects of testosterone propionate administration and resistance exercise on the structural aspects of the rat liver during aging. Male Wistar rats, were divided in the following groups: 10 months Control (n=6); 20 months Control (n=6); 24 months Control (n=6); Steroid Group (ES, n=6, 24 months); Resistance Training Group (TR, n=6, 24 months); Training plus Steroid Group (TE, n=5, 24 months). Testosterone propionate was administrated on ES and TE groups from 20 months to 24 months. TR and TE were submitted to the resistance training protocol starting from 20 months to 24 months, using ladder climbing. The structure of the liver was quantified by morphometric and stereological techniques. The data were statistically analyzed with 5% significance level. The supraphysiologic testosterone administration alone or combined with resistance training reduced the final body weight. Liver weight increased with aging and all interventions. Regarding the relative liver weight, the aging process increased the hepatic mass, additionally the use of testosterone with or without resistance training increased even more the liver mass. We observed that with the aging process, the hepatocytes area increases and your quantity decreases, however, exercise increases the area of hepatocytes, and promotes a numerical maintain of them. Groups submitted to testosterone treatment showed a decrease in hepatocyte area, and an increased number of hepatocytes, nonetheless, the group that received both testosterone and exercise treatment demonstrate an attenuation of these effects. We observed a decrease in the number of other liver cells with aging and training, however, testosterone treatment increased this number. The major finding was a possible cholestasis and/or chronic hepatic congestion, characterized by decreased lobular parenchyma and consequent increase in non-lobular parenchyma, as well as, an increase of collagen type I fibers, in groups treated with testosterone, indicating fibrosis. Finally, the stereological analysis showed increased liver glycogen in all interventions, and the group that received the testosterone associated with resistance training showed the highest increase of glycogen. Given the relevance of the theme of this study, further studies are needed to elucidate the effects of testosterone administration in its different variants of chemical composition, as well as the prescription of resistance exercise on the liver.
Titulação: Mestre em Ciências do Envelhecimento
Orientador (a): Profa. Dra. Eliane Florencio Gama
Banca

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Assuntos: Fígado, Envelhecimento, Treinamento resistido, Esteroides anabolizantes androgênicos.
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