Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Autor: Felipe Urbano
Título(s): [pt] A aventura de Helen Keller em Ernest Cassirer: rede simbólica e sentido da vida
Resumo: [pt] O presente trabalho tem como objetivo investigar a experiência de Helen Keller presente na obra Ensaio sobre o homem de Ernst Cassirer, tendo por horizonte questões acerca de quem é o homem e como faz parte de sua natureza uma interrogação sobre o sentido para a vida. Examinamos, a partir das ideias de Ernest Cassirer, a presença do homem como produtor de cultura que atua em mundo “ideal” produzido por ele mesmo, o mundo simbólico. Este homem que, enquanto animal simbólico, busca estabelecer sentido para sua presença no mundo, imerso em uma rede simbólica constituída pela arte, pelo mito, religião e linguagem, história e ciência. Helen Keller é um exemplo que nos pareceu ilustrar com precisão a teoria de Cassirer: uma criança surda e cega que entra neste universo, novo para ela, vindo de fora dele. Ganha destaque na experiência dela algo que se passa, de forma menos evidente, com todo ser humano. Para examinar o problema da atribuição de sentido, a investigação do trabalho parte da consideração do homem contemporâneo que parece experimentar uma crise pela ausência de sentido. Perguntamos como conciliar a ideia de um não-sentido em relação a um homem simbólico que a tudo atribui sentido, interrogando autores como Lima Vaz, Fernando Savater e Albert Camus, que refletiram sobre a crise de sentido do homem moderno e contemporâneo. Como se sabe, o não sentido do homem ganha voz gritante na experiência humana em Auschiwitz, de que buscamos os testemunhos de Viktor Frankl e Primo Levi, com suas reflexões sobre a ausência de sentido no campo de concentração. Os caminhos do não sentido e do homem simbólico se encontram novamente na reflexão sobre a figura de Helen Keller e o relato mais profundo de sua entrada no universo da linguagem, a partir da qual esboçamos nossas conclusões. A impossibilidade de atribuir um sentido único a vida e a atuação do homem no poder semântico do mundo são duas importantes conclusões sobre a ação do homem simbólico.
Abstract: [en] This study aims to explore Helen Keller’s experience as described in Ernst Cassirer work, An Essay on Man. It pursues to understand who is the man and how his nature implies a quest for the meaning of life. By using Ernst Cassirer’s ideas as a starting point, we examine man’s presence in the world as a culture generator that acts on an “ideal” world of his own produce, the symbolic world. Such man, as a symbolic animal, seeks the definition of meaning for his presence in the world surrounded by a symbolic network comprised of art, myth, religion and language, history and science. Helen Keller is deemed as an accurate example of Cassirer’s theory: a deaf and blind child enters this world, new to it and into it. Her experience makes an usual occurrence a remarkable one: what is unusual to her is taken for granted for most of us. In order to examine how meaning is ascribed, this investigation examines the contemporary man that seems to go through a crisis because of lack of meaning. We proceed questioning how to harmonize the idea of non-meaning by looking through the works of Lima Vaz, Fernando Savater and Albert Camus, thinkers that pondered on a meaning crisis experienced by modern and contemporary man. It is clear that man’s non-meaning is intensely expressed by human experience in Auschwitz, so we examine Viktor Frankl and Primo Levi reflections on the absence of meaning on a concentration camp. Non-meaning and symbolic man cross pathways again on the reflection about Helen Keller figure, and on a deeper report of his entry on language universe. At that point we draw our conclusions. The impossibility of ascribing a single meaning to life, besides the acting of man on world’s semantic power, are two prominent conclusions on symbolic man action.
Titulação: Mestre em Filosofia
Orientador (a): Profª Hélio Salles Gentil
Banca

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Assuntos: [pt] Ernst Cassirer, Helen Keller, Rede simbólica, Sentido da vida.
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