Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Camilla Figueiredo Grans
Título(s): [pt] Efeitos do treinamento resistido na função cardiovascular e autonômica de ratos infartados: impacto do destreinamento.
Resumo: [pt] As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte em todo o mundo. Dentre as DCV, o infarto do miocárdio (IM) é a mais incidente e com o maior índice de mortalidade. O Treinamento físico (TF) é uma conduta não farmacológica, importante no tratamento de diversas patologias. O Treinamento resistido (TR) tem sido recomendado para pacientes com insuficiência cardíaca (IC) em programas de reabilitação por aumentar a força/resistência, fluxo sanguíneo periférico e promover melhor qualidade das atividades da vida diária. Após o programa de reabilitação os pacientes são orientados a seguir em academias, clubes, parques, mas estes tendem a não continuar por medo, falta de motivação e por não encontrarem um profissional capacitado. Assim, os efeitos do TR na função e morfometria cardíaca, bem como na modulação autonômica após o IM permanecem pouco estudados. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a influencia de 3 meses de TR, bem como o impacto de 1 mês de destreinamento (DT) na função e morfometria cardíacas, no perfil hemodinâmico e na modulação autonômica de ratos submetidos ao IM. Para isso, ratos Wistar machos foram divididos em: grupos controle sedentário (CS), controle treinado (CT), controle destreinado (CD), infartado sedentário (IS), infartado treinado (IT) e infartado destreinado (ID). Após 1 semana de IM, os grupos CS e IS foram acompanhados durante 3 meses e os grupos IT e ID, juntamente com os grupos CT e CD, foram submetidos a 3 meses de TR (40-60% da carga máxima de subida). Após o TR, os grupos CD e ID permaneceram por 1 mês em DT. Ao final do protocolo de TR e/ou DT, todos os grupos foram submetidos a avaliações ecocardiográficas e o registro direto de pressão arterial. A área de IM foi semelhante entre os grupos na avaliação inicial (~40,3±3%) e final (~37,6±2%). No teste de carga máxima, os grupos CT, CD, IT e ID apresentaram aumento em relação às suas avaliações iniciais e em relação aos grupos CS e IS, respectivamente. No entanto, o DT reduziu parcialmente a carga máxima nos animais CD e ID. A relação E/A e o índice de desempenho miocárdico, que estavam aumentados após o IM, foram diminuídos pelo TR em relação nos grupos IT e ID. Em relação à variabilidade do intervalo de pulso, os grupos CT (17,8±2,0) e CD (19,4±1,7) apresentaram aumento da banda de alta frequência em relação ao CS (12,1±0,8). Os animais IT (10,7±0,9) e ID (11,2±1,3) apresentaram aumento dessa variável em comparação a IS (5,9±0,5). O balanço autonômico cardíaco, representado pela razão entre as bandas de alta e baixa frequência, estava reduzido somente no grupo IS (0,19±0,03) em comparação ao CS (0,41±0,02), uma vez que o TR normalizou essa variável. Os resultados do presente estudo demonstram que o TR foi eficaz atenuar a disfunção autonômica cardiovascular de ratos após o infarto do miocárdio, possivelmente contribuindo com uma pontual melhora do desempenho global do ventrículo esquerdo, da pressão arterial sistólica e da capacidade física nos animais treinados. Entretanto, o achado mais importante e original dessa investigação foi que após o período de 1 mês de destreinamento os benefícios advindos do treinamento resistido foram mantidos.
Abstract: [en] Cardiovascular diseases (CVD) are the main cause of death worldwide. Among CVD, myocardial infarction (MI) is the most frequent and with increased mortality rate. Exercise Training is an important non-pharmacological tool in themanagement of several chronic diseases. Resistance training (RT), in turn, has been recommended for patients with heart failure (HF) in order to reverse the skeletal muscle atrophy, increase strength/endurance, promote increased peripheral blood flow, improving the quality of life of these patients. After the rehabilitation program patients are advised to follow in gyms, clubs, parks, but these tend not to go for fear, and lack of motivation for not finding a skilled professional. Thus, the effects of RT in cardiac morphology and function, as well as in the autonomic modulation after MI remain poorly understood. In this sense, the aim of this study was to evaluate the influence of 3 months of RT, and the impact of 1 month of detraining (DT), on cardiac function and morphometry, on hemodynamic profile and autonomic modulation of rats undergoing to MI. Male Wistar rats were divided into sedentary control (CS), trained control (CT), detrained control (CD), sedentary infarcted (IS), trained infarcted (IT) and detrained infarcted (ID). After 1 week of MI, CS and IS groups were followed for 3 months, and the CT, CD, IT and ID groups were submitted to 3 months of RT (40-60% of maximum load test). After RT, the CD and ID groups remained for 1 month in DT. At the end of the RT protocol and/or DT period, all groups underwent echocardiographic assessments and direct recording of blood pressure. The MI area was similar between the groups at the initial (~37.6±2%) and at the final of the experiments (~40.3±3%). In the maximum load test values, CT, CD, IT and ID groups showed an increase in relation to their initial assessments, and in comparison with CS and IS groups, respectively. However, the DT partially reduced the maximum load values in ID and CD animals. The E/A ratio and myocardial performance index, which were increased after MI, were reduced by RT in relation to IT and ID groups. Regarding pulse interval variability, CT (17.8±2.0 ms2) and CD (19.4±1.7 ms2) groups showed increase in high-frequency band in relation to CS (12.1±0.8 ms2). IT (10.7±0.9 ms2) and ID (11.2±1.3 ms2) animals showed increase in this parameter compared to IS (5.9±0.5 ms2). Cardiac autonomic balance, represented by high frequency and low frequency band, was reduced only in IS (0.19±0.03) compared to CS group (0.41 ± 0.02), since the RT normalized this parameter. The results of this study suggest that RT was effective to attenuate the cardiovascular autonomic dysfunction in rats after myocardial infarction, possibly contributing with the improvement of left ventricular performance, systolic blood pressure and exercise capacity in trained animals. However, the most important finding of this investigation was that the benefits of resistance training were maintained after 1 month of detraining.
Titulação: Mestra em Educação Física
Orientador (a): Profª. Bruno Rodrigues
Assuntos: [pt] Infarto do miocárdio
[pt] Sistema cardiovascular
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