Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Dimitri Wuo Pereira
Título(s): [pt] Um olhar sobre a complexidade da escalada na educação física, na perspectiva de Edgar Morin.
Resumo: [pt] Este trabalho parte da crise de disjunção do conhecimento que vivemos, para uma reflexão a partir da religação do corpo em movimento com o saber que pretendemos adquirir durante a vida e sobre a vida. Essa crise atinge profundamente a Educação Física, pois sendo uma área que se dedica à relação do ser humano com o movimento, ela perde suas referências quando não encontra fundamentos que unam o ser, com os outros seres, e com seu ambiente, mecanizando e dividindo-o em partes para conhecê-lo. A escalada, nesse contexto, é uma prática esportiva que recentemente ganhou adeptos e mostrou-se, na experiência do pesquisador, uma possibilidade de estabelecer uma união entre o ser bio-antropo-social. O pensamento complexo de Edgar Morin foi a linha mestre que teceu o conhecimento sobre a escalada apresentando-a em sua particularidade e multiplicidade reorganizadora do ser humano no ambiente vertical. A Epistemologia Qualitativa de Gonzalez Rey, por sua vez, permitiu verificar como esse reencontro se processava para um grupo de estudantes do ensino fundamental, que tiveram a oportunidade de vivenciar a prática da escalada na escola e em rocha. A partir das experiências vividas pelos sujeitos e das interpretações do pesquisador na pesquisa de campo, foi possível compreender que: a escalada é construída diariamente pelos seus praticantes, não estando presa exclusivamente à regras inflexíveis e universais; ela é uma prática interdisciplinar, pois ocorre necessariamente num ambiente imprevisível, arriscado e de relacionamento humano, sendo sempre um problema a resolver; ela também proporciona um conhecimento sobre o ser e o mundo, desde sua porção microscópica até a macroscópica, fornecendo abertura para uma visão planetária da vida. A escalada associa o movimento às relações auto, eco, feno, geno, re, organizacionais, isto é, do ser com si mesmo, com o meio ambiente, com as relações entre seres, com as relações biológicas de si mesmo, com a renovação de si e com a organização a partir do diálogo entre a ordem e a desordem. Todas essas relações podem dar algum sentido à existência dos escaladores, ou então proporcionar, nos momentos de ascensão, uma existência significativa que ganha valor pelo enfrentamento dos riscos inerentes a prática.
Abstract: This work starts in the crisis of knowing disjunction, in which we live, to a reflection from the retied body in movement to the knowledge that we intend to acquire during the life and about the life. This crisis reaches deeply the Physical Education because it is an area which dedicates itself to relate the human being and the movement. It loses its references when does not find support to join the being with other beings and with its environment. That makes the being mechanical and divided in parts to know itself. The climbing, in this context, is the practice of sports that recently gains adepts and shows to the researcher the possibility to establish a link among the bio-anthropo-social being. The Edgar Morin complex thought was the guide line interlacing the knowledgement about climbing, and, presenting it as a particular and multiple reorganization of the human being in the vertical environment. The Gonzalez Rey Epistemologia Qualitativa, in his turn, allowed us to verify how this reunion was processed in a group of students in elementary school II, who had the opportunity of living the practice of climbing at school or at the rock. From these experiences lived by the subjects, and, the interpretations of the researcher in the research field, it was possible to understand that: the climbing is built daily by its practitioners; it is not stopped exclusively by inflexible and universal rules; it is an interdisciplinary practice, considering that occurs necessarily in an unpredictable, risky and human related environment, further, it has always an issue to solve. This also provides knowledgement about the being and the world, since the microscopic until the macroscopic portion. The climbing gives an opening to the planetary view of life. It associates the movements to these self, eco, pheno, genus, re organizational relations; those are the relations of the being with: itself, the environment, the other beings, the biological relations of itself, the renovation of itself and the organization, starting a dialogue between order and disorder. All these relations can give some sense to the climber existence; or even, they provide, in the moment of ascension, a meaningful existence which gains value through the confrontation of the inherent risks of practicing.
Titulação: Mestrado em Educação Física
Orientador (a): Vilma Lení Nista-Piccolo
Assuntos: [pt] Educação Física e Treinamento
[pt] Montanhismo
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Pesquisa Específica