Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Leandro Gonçalves
Título(s): [pt] Efeito morfoquantitativo do treinamento resistido e da reposição hormonal na estrutura do ventrículo esquerdo de ratos idosos
Resumo: [pt] O objetivo deste estudo foi analisar por meio da estereologia as possíveis mudanças estruturais no ventrículo esquerdo (VE) de ratos idosos, tratados com propionato de testosterona e submetidos a um programa de exercício resistido. Foram utilizados ratos machos (Rattus norvegicus), divididos em Grupo C (Controle), Grupo S (Sedentário), Grupo ST (sedentário tratado com propionato de testosterona), Grupo T (Treinado), e Grupo TT (Treinado e tratado com propionato de testosterona). Foram analisados: peso corporal, peso cardíaco, peso do VE, relações peso cardíaco/peso corporal, peso VE/peso cardíaco. O peso corporal aumentou 2,5% no grupo S comparado a C. Os demais grupos apresentaram diminuição de 7% em relação a C. O peso cardíaco aumentou 15,2% em S comparado a C. O grupo TT apresentou um aumento de 10% em relação a C. O peso do VE aumentou 31,16% em S comparado a C. Os grupos T, ST e TT apresentaram 15% de aumento do peso do VE em relação a C. Os resultados mostraram que o exercício resistido e o uso do propionato de testosterona provocaram alterações discretas no peso corporal e pronunciada no peso do VE. Com relação à densidade de volume (Vv) observamos que o colágeno aumentou significantemente no grupo sedentário em relação ao grupo controle. A administração de testosterona provocou aumento significante do colágeno quando comparado aos grupos controle e sedentário. Os animais do grupo sedentário e sedentário com testosterona também apresentaram diferenças significantes, sendo o colágeno encontrado em maior quantidade no grupo ST. Quando comparado os animais treinados aos sedentários que receberam testosterona, houve diferenças significantes, sendo a proporção de colágeno maior no grupo sedentário com testosterona (ST). O treinamento físico associado à administração de testosterona provocou diminuição na área ocupada pelo colágeno quando comparado aos animais sedentários (S e ST). O treinamento mais o uso de testosterona mantiveram o colágeno na mesma densidade nos dois grupos. A área ocupada pelo espaço intersticial apresentou diferença significante nos grupos que não receberam testosterona. Os animais sedentários apresentaram aumento do espaço intersticial dos 13 meses (C) aos 16 meses (S). O uso da testosterona não alterou esse parâmetro. O treinamento provocou aumento do espaço intersticial com relação aos animais sedentários (C, S e ST). A área ocupada pelos miócitos diminuiu dos 13 meses (C) aos 16 meses (S). O uso da testosterona (ST) provocou diminuição na área ocupada pelos miócitos quando comparado ao grupo C. Analisando a densidade numérica (NV) dos capilares do VE dos animais treinados e treinados com testosterona, houve diferença estatística quando comparados aos animais sedentários que não receberam testosterona (C e S). Analisando a densidade numérica dos miócitos (Nv), número total de miócitos (N), volume médio dos miócitos (V), estatisticamente não ocorreram diferenças significantes. Concluímos que a reposição hormonal promove alterações nas estruturas do miocárdio do VE. No coração o envelhecimento promove a deposição de colágeno que causa a diminuição da complacência cardíaca e conseqüente comprometimento da função. Nosso estudo mostrou que a reposição hormonal associada ao exercício físico manteve os mesmos níveis de colágeno do grupo controle. O que nos faz crer que também houve manutenção nos níveis funcionais. São necessários estudos epidemiológicos, que possam tornar a reposição de androgênios segura em idosos em andropausa, pois a maior dificuldade para seu uso ainda hoje são seus efeitos colaterais.
Abstract: [en] This paper aims to analyze possible structural changes, through stereology, in the left ventricular (LV) of aged rats submitted to testosterone propionate administration and subjected to a series of resistance exercise. Male rats (Rattus norvegicus) were used, divided into Group C (Control), Group S (Sedentary), Group ST (Sedentary Treated with testosterone propionate), Group T (Training) and Group TT (Trained and Treated with propionate testosterone). ody weight, heart weight, LV weight, heart weight / body weight relationships, LV weight / heart weight were analyzed. Body weight increased 2.5% in group S compared to C. The other groups showed a decrease of 7% compared to C. The heart weight increased 15.2% in S compared to group C. The Group TT had an increase of 10% compared to C. The LV weight increased by 31.16% in S compared to C. The Groups T, ST and TT showed a 15% increase in LV weight compared to C. The results showed that resistance exercise and the testosterone propionate administration caused minor alterations in body weight and an increase in LV weight. In what concerns the volume density (Vv) we could observe that collagen increased significantly in the sedentary group compared to the control group. The administration of testosterone resulted in a significant increase in collagen compared to the Control and the Sedentary Groups. Animals in the Sedentary and Sedentary with testosterone have also showed significant differences, and the collagen proved to be found in greater quantity in the ST group. When the trained animals were compared to the sedentary receiving testosterone, there were significant differences, the proportion of collagen happened to increase in the sedentary group with testosterone (ST). The physical training associated to the administration of testosterone caused a reduction in the collagen-filled area when compared to sedentary animals (S and ST). The training together with the use of testosterone maintained collagen in the same density in both groups. The interstitialspace- filled area space showed a significant difference in the groups that received testosterone. The sedentary animals showed increases in the interstitial space from 13 months (C) to 16 months (S). The use of testosterone did not alter this parameter. The training resulted in an increase of interstitial space compared to the sedentary animals (C, S and ST). The area occupied by the myocytes decreased from 13 months (C) to 16 months (S). The use of testosterone (ST) caused a reduction in the myocytes-filled area when compared to group C. Looking at the numerical density (NV) of LV capillaries of animals trained and the ones trained with testosterone, there was a statistical difference when compared to sedentary animals that received testosterone (C and S). Analyzing the numerical density of myocytes (Nv), the total number of myocytes (N), the average volume of myocytes (V), no statistically significant differences happened. We have concluded that HRT causes changes in the structures of the LV myocardium. In the heart, aging promotes the deposition of collagen that causes the decrease in cardiac compliance and consequent impairment of function. Our study showed that hormone replacement therapy associated with exercise maintained the same levels of collagen in the group Control. What makes us believe that there was also maintenance in functional levels. Epidemiologic studies are needed, those of which can make the androgen replacement safe in the elderly, during andropause, because side effects are still the most difficult thing in their usage.
Titulação: Mestrado em Educação Física
Orientador (a): Eliane Florencio Gama
Assuntos: [pt] Exercícios resistidos
[pt] Propionato de Testosterona
[pt] Ventrículos do Coração
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