Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Antonio José Gomes Amaro
Título(s): [pt] A crítica de Pierre Duhem ao experimento crucial.
Resumo: [pt] Após o renascimento, mais precisamente no século XVI, temos o início de uma revolução silenciosa. De um lado tivemos um gradativo afastamento da religião cristã ocidental e, de outro, um aumento da importância da Ciência moderna. Nesse período agitado, de quebra de estruturas, de abertura a novas idéias e de crescente experimentação, surge Francis Bacon com uma nova proposta de metodologia que visa auxiliar o intelecto humano. Um dos seus legados, a instância crucial (posteriormente denominada “experimento crucial”) se constituiu, ao longo da história da Ciência, como um dos mais eficientes instrumentos de decisão diante de uma encruzilhada formada por hipóteses concorrentes. Os experimentos cruciais, entretanto, muitas vezes tiveram um emprego notadamente retórico, quando utilizados para erigir verdades a partir do embate de teorias conflitantes. Dentre inúmeros exemplos, citamos aquele que foi um dos responsáveis por encerrar um dos maiores debates da física – a natureza corpuscular ou ondulatória da luz – ocorrido em 1850, por meio do experimento de Foucault-Fizeau. Considerado como um dos maiores epistemólogos e historiadores da ciência, o físico francês Pierre Duhem se insurge contra essa última visão, afirmando, categoricamente, que os experimentos cruciais são impossíveis em física, ou seja, que tal compromisso quanto ao estabelecimento de verdades não tem sustentação no âmbito desse ramo do saber. Sua argumentação se apóia em dois pontos-chave. O primeiro deles, diz respeito à indeterminação dessa metodologia quanto à possibilidade de se eleger, entre as hipóteses concorrentes, aquela que deve ser elevada à categoria de verdade. A seu ver, o que está em jogo, na realidade, são os diversos conjuntos teóricos, tomados em bloco, aos quais as diversas hipóteses pertencem (também conhecida como a “Tese de Duhem”). Em segundo lugar, Duhem afirma a impossibilidade de certeza quanto a terem sido esgotadas todas as possibilidades teóricas incidentes sobre um determinado fenômeno. E, ao fazer isso, Duhem se mantém permanentemente fiel aos fundamentos da sua epistemologia.
Abstract: [en] Après la renaissance, plus précisément dans le siècle XVI, nous avons le début d'une révolution calme. D'un côté nous avons eu un graduel éloignement de la religion chrétienne occidentale et, d'autre, une augmentation de l'importance de la Science moderne. Dans cette période agité, de faillite des structures, d'ouverture à des nouvelles idées et de croissante expérimentation, il apparaît Francis Bacon avec une nouvelle proposition de méthodologie que vise à assister l'intellect humain. Un des leurs legs, l'instance cruciale (ultérieurement nommée « expérience cruciale ») s'est constitué, lê long de l'histoire de la Science, comme un des plus efficaces instruments de décision devant un carrefour formé par des hypothèses concurrentes. Les expériences cruciales, néanmoins, beaucoup de fois ont eu un emploi notamment rhétoricien, quand utilisés pour ériger des vérités à partir du choc de théories conflictuelles. Parmi d'innombrables exemples nous citons celui qui a été um des responsables par fermer un des plus grands débats de la physique - la nature corpusculaire ou ondulatoire de la lumière - arrivé en 1850, à travers de l'expérience de Foucault-Fizeau. Considéré comme un des plus grands épistémologues et historiens de la science, le physicien français Pierre Duhem s'insurge contre cette dernière vision, en affirmant, catégoriquement, que les expériences cruciales sont impossibles dans la physique, c’est a dire que tel engagement par rapport à l'établissement de vérités n'a pas de sustentation dans le contexte de cette branche du savoir. Sa argumentation si soutient dans deux points clé, dont le premier d'eux dit respect à l'indétermination de cette méthodologie quant à la possibilité d'élire entre lês hypothèses concurrentes, celle qui doit être élevée à la catégorie de vérité. À son avis, ce qui est en jeu, à vrai dire, sont les divers ensembles théoriques, pris dans bloc, auquels les diverses hypothèses appartiennent (aussi connue avec « l’Thèse de Duhem »). Dans seconde place, Duhem affirme que jamais ne se peut pas avoir la certitude d'avoir été épuisée toutes les possibilités théoriques incidents sur un certain phénomène. Et, au faire cela, Duhem se maintient permanentement fidèle aux fondements de son épistémologie.
Titulação: Mestrado em Filosofia
Orientador (a): Sonia Maria Dion
Assuntos: [pt] Pesquisa científica
[pt] Filosofia
Arquivo(s): Abrir documento (PDF)

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