Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Armindo Rosa Neto
Título(s): [pt] Imagem corporal, esquema corporal e destreza manual em adolescentes deficientes visuais.
Resumo: [pt] A análise da relação entre imagem corporal, esquema corporal e destreza manual em deficientes visuais adolescentes é escassa na literatura. O objetivo deste estudo foi analisar a imagem corporal e esquema corporal em adolescentes deficientes visuais (Grupo DV) e adolescentes videntes em dois momentos distintos: com o auxílio da visão (Grupo V) e sem o auxílio desta (Grupo VV), e qual a influência destas na destreza manual. O estudo foi realizado com 26 adolescentes, entre 12 e 18 anos, sendo 11 deficientes visuais e 15 videntes. Os testes utilizados foram: 1) Procedimento de marcação do esquema corporal (Image Marking Procedure-IMP); 2) Desenho da figura humana adaptado para deficientes visuais pela técnica de manipulação de argila, para avaliar a imagem corporal e 3) Teste de destreza manual da caixa e blocos. No teste IMP, comparando-se os escores do Grupo DV e VV, respectivamente, em relação aos segmentos corporais, quanto à altura da cabeça (98% e 97%), largura dos ombros (137% e 113%), largura da cintura (171% e 143%) e largura dos trocânteres (135% e 127%) os resultados mostraram uma valor de melhor percepção corporal para o Grupo VV. Porém, no teste IMP referentes aos valores da simetria dos segmentos corporais, ombros direito e esquerdo, cintura direita e esquerda e trocânteres direito e esquerdo do próprio sujeito, os resultados mostraram que os Grupos VV e DV perceberam a metade direita e esquerda do corpo simetricamente, exceto com relação à cintura, que o Grupo VV percebeu assimetricamente. Na análise da imagem corporal o Grupo V apresentou índices mais significativos de percepção corporal do que os grupos VV e DV. O número de blocos transferidos em um minuto no teste de destreza manual foi (média±dp): Grupo V, 77±2 blocos transportados com a mão dominante e 75±2 blocos com a mão não dominante; Grupo VV, 53±2 blocos com a mão dominante e 52±2 blocos com a mão não dominante; e Grupo DV, 50±2 blocos com a mão dominante e 49±3 blocos com a mão não dominante. O número de blocos transportados pelo Grupo V foi significantemente (P<0,05) maior que os Grupos DV e VV. Esse estudo comprovou que esquema corporal e imagem corporal são indissociáveis e se completam mutuamente. A visão é um sentido muito importante, tanto na formação do esquema corporal quanto para a formação da imagem corporal, mas não inviabiliza a estruturação do eu, seja o eu proprioceptivo, seja o eu afetivo. Porém, pode-se observar que a falta da visão, seja ela congênita ou momentânea, traz como conseqüência prejuízo de função, como verificado na avaliação da destreza manual nos Grupos DV e VV. A Educação Física na escola se constitui uma grande possibilidade de inclusão ao estimular, a participação de crianças e jovens em atividades físicas adequadas às suas possibilidades. O professor deve levar em conta a necessidade de seu programa conter desafios, permitir a participação, respeitando limitações e promovendo autonomia. É fundamental que o professor tenha os conhecimentos relativos ao seu aluno como: tipo de deficiência, funções e estruturas que estão prejudicadas e suas possibilidades de compensações
Abstract: [en] There are a few reports about the analysis of the relation between body image, body scheme and manual dexterity in blind adolescent. The objective of this study was to analyze the body image and body scheme in blind adolescents (DV Group) and nonblind adolescents at two different moments: with vision (V Group) and blindfolded (Group VV), and how it influences in manual dexterity. A group of 26 subjects, 11 congenitally blind and 15 non-blind adolescents, both sexes were tested. Body scheme was assessed by Image Marking Procedure (IMP), body image by an adapted version for the blind subjects of drawing of the human (handling of clay technique) and Box and Block Test to assess manual dexterity. IMP test results for DV and VV Groups were respectively: body height (98% and 97%), width of the shoulders (137% and 113%), width of the waist (171% and 143%) and width of the hip (135% and 127%). These results show that VV Group have better body schema than DV Group. Body segments symmetry analysis have shown that both groups are equal, except for waist perception, in which VV Group perception was asymmetric. Body image analysis demonstrated that subjects of V Group have a more detailed perception of their own body rather than VV and DV Groups. The number of blocks transferred in 1 min in Box and Block Test were: (mean±sd): V Group, 77±2 blocks using the dominant hand and 75±2 using the non-dominant hand; VV Group, 53±2 blocks using the dominant hand and 52±2 using the non-dominant hand; and DV Group, 50±2 blocks using the dominant hand and 49±3 using the non-dominant hand. This study has shown that body schema and body image are inseparable and mutually complementary. Vision is a very important sense to the body awareness, to the body image construction and as a guide of movements. In fact lack of vision, either congenital or temporary, can compromise function, as observed in DV and VV Groups scores in Box and Block Test. The Physical Education in school is a great opportunity of inclusion since the teacher encourages the participation of children and youth in physical activities appropriate to their possibilities and capabilities. The teacher should take into account that his strategies must provide challenges that leads to participation and promote autonomy. It is essential that the teacher know their students characteristics, such as: type of disability, functions and structures that are damaged and their possibilities of compensation.
Titulação: Mestrado em Educação Física
Orientador (a): Eliane Florêncio Gama
Assuntos: [pt] Percepção Corporal
[pt] Capacidade motora
[pt] Deficientes visuais - Adolescentes
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Pesquisa Específica