Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Moisés Veloso Fernandes
Título(s): [pt] Comparação entre as técnicas de tratamento com exercício de resistência progressiva e conceito neuroevolutivo Bobath no torque muscular e na função motora grosseira em crianças portadoras de diplegia espástica
Resumo: [pt] A Paralisia cerebral apresenta em uma de suas formas clínicas a diplegia espástica, onde as seqüelas neurológicas são predominantes nos membros inferiores e interferem no prognóstico de marcha. Os métodos tradicionais de intervenção fisioterapêutica dão ênfase às técnicas de reeducação neurológica em detrimento dos exercícios de resistência progressiva (ERP). Objetivo: Comparar a efetividade destas técnicas na função motora por meio da escala Gross Motor Function Measure (GMFM) nas dimensões D e E e do torque muscular com uso da dinamometria isocinética. Métodos: A amostra foi composta de 11 crianças com diplegia espástica divididas em dois grupos, submetidas a duas sessões semanais durante nove semanas de treinamento, sendo seis pacientes para aplicação do método Bobath e cinco, para o protocolo no músculo quadríceps. Resultados: Foram observadas mudanças estatisticamente significantes em ambos os grupos (F(1,11) = 17; p<0,001) nos valores do GMFM. A média (± DP) foi de 34 ± 24 para 35 ± 25 na dimensão E e de 62 ± 17 para 67 ± 18 na dimensão D, foi significantemente maior (F(1,11)=45; p<0,001). O teste post hoc TSD mostrou que a dimensão D teve seus valores significantemente maiores (p<0,01). Na correlação entre escore total dimensão D com o pico de torque extensor do joelho (N/m), com velocidade angular de 30º/s, o coeficiente de correlação de Pearson (R=0.38) não foi significante. Discussão: Ao analisar as melhoras dos grupos ERP e Bobath nos escores da dimensão D da escala GMFM, estas podem ter ocorrido devido ao aumento do pico de torque extensor do joelho solicitado nas tarefas dos itens do GMFM. Os escores inferiores no GMFM do grupo Bobath, em comparação com o grupo ERP, podem estar associados a variáveis, como tempo de tratamento e capacidade funcional. Conclusão: Os grupos dos respectivos protocolos ERP e Bobath apresentaram melhoras na função motora grosseira do GMFM na dimensão D e aumento no pico de torque isocinético extensor do joelho durante a intervenção realizada.
Abstract: [en] The cerebral palsy presents in one in its clinical ways the spastic diplegia, where the neurological sequels are predominant in the lower limbs and interfere in the prognosis for ambulation. The traditional methods of intervention by physical theraphy give emphasis to the techniques of neurological reeducation to the detriment of the progressive resistance of exercises (PRE). Objective: To compare the effectiveness of these techniques in the motor function through the scale Gross Motor Function Measure scale (GMFM) in the dimensions D and E and of the muscular torque with use of the isokinetic dynamometer. Methods: The sample was composed of 11 children with spastic diplegia divided in two groups, submitted to two weekly sessions for nine weeks of training, being six patients for the application of the Bobath method and five for the protocol in the quadriceps muscle. Results: Statistically significant changes were observed in both groups (p <0,001) in the values of GMFM. The mean (± DP) was of 34 ± 24 to 35 ± 25 in the dimension E and of 62 ± 17 to 67 ± 18 in the dimension D which was significantly higher (p <0,001). The post hoc test TSD showed that the dimension D had its values significantly higher (p <0,01). In the correlation among score total dimension D with the knee extensor peak torque (N/m), with angular velocities of 30º/s, the Pearson correlation coefficient of (R=0.38) was not significant. Discussion: When analyzing the improvements of PRE and Bobath groups in the scores of the dimension D in the GMFM scale, these might have happened due to the increase of the peak torque extensor of the knee requested in the tasks of the items from GMFM. The inferior scores in GMFM of the Bobath group, in comparison with the PRE group, can be associated to variables such as time of treatment and functional capacity. Conclusion: The groups of the respective protocols PRE and Bobath presented improvements in the gross motor function of GMFM in the dimension D and increase in the peak torque isokinetic knee extensor during the accomplished intervention.
Titulação: Mestrado em Educação Física
Orientador (a): Ulysses Fernandes Ervilha
Assuntos: [pt] Educação física - Exercícios
[pt] Paralisia cerebral – Tratamento
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Pesquisa Específica