Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Ester Fridman
Título(s): [pt] A linguagem simbólica no Zaratustra de Nietzsche.
Resumo: [pt] A partir das considerações de Nietzsche com relação à significação da linguagem para o desenvolvimento da civilização, na qual o homem se vê senhor do mundo por nomeá-lo, fizemos um estudo sobre a presença de uma linguagem não nomeante de verdades nos textos de Nietzsche. Tendo em vista que Nietzsche denomina Cristo de “grande simbolista”, investigamos a presença de uma linguagem simbólica na filosofia nietzscheana, em especial no livro Assim Falou Zaratustra. A linguagem simbólica, além de ser uma linguagem não nomeante de verdades, tem uma orientação historicamente oposta à tendência alegórica do cristianismo, assim como também do racionalismo socrático. Inicialmente, por não tratar-se de uma linguagem comumente aceita na filosofia tradicional, fizemos um mapeamento da teoria do símbolo. Com posse desse novo instrumental, pudemos percorrer algumas sendas do Zaratustra sob a ótica simbólica. Em um primeiro momento fizemos alguns apontamentos sobre determinados temas abordados por Nietzsche que se coadunam com a presença de uma linguagem simbólica em seus escritos: a sua própria concepção de filosofia; quem é Zaratustra; a questão dos opostos; a problemática da crença. Optamos, então, pela escolha e análise perspectivista do símbolo da árvore, que guardaria relações com temáticas chaves na filosofia nietzscheana, como Dionísio, vontade de poder e eterno retorno.
Abstract: [en] Given Nietzsche’s thought about the meaning of language for the development of civilization - since man sees himself as the Lord of the World due to his capability to name it, we endeavoured to study the presence of a truth non-nominating language in Nietzsche’s texts. Since that Nietzsche calls Christ the “Great Symbolist”, we investigated the presence of a symbolic language in Nietzsche's philosophy, mainly in Thus Spoke Zarathustra. Symbolic language, besides being a truth non-nominating language, has a historical trend opposite to Christian allegoric trend, as well as to Socratic rationalism. Initially we have made a survey of the symbol theory, since that language is not usually accepted by traditional philosophy. Having that new tool in hands, we followed some footpaths in Zarathustra under a symbolic point of view. To begin with, we have made some remarks on subjects thought by Nietzsche that could harmonize with a symbolic language in his texts, namely: his own conception of philosophy; who is Zarathustra; the question of the opposites; the problem of belief. In this way, we made the choice by the perspectivist analysis of the symbol of the tree, which shows some relationship to key subjects in nietzschean philosophy, like Dionysus, will to power and eternal recurrence.
Titulação: Mestrado em Filosofia
Orientador (a): Yolanda Gloria Gamboa Muñoz
Assuntos: [pt] Simbolismo (Literatura)
[pt] Linguagem
Arquivo(s): Abrir documento (PDF)

Pesquisa Específica