Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Janaina de Oliveira Brito
Título(s): [pt] Influência da hipertensão nos ajustes induzidos pelo treinamento físico na modulação autonômica cardiovascular e no estresse oxidativo em um modelo experimental de menopausa e disfunção metabólica
Resumo: [pt] O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do treinamento físico (TF) em parâmetros cardiovasculares e metabólicos, na modulação autonômica cardiovascular e no estresse oxidativo em ratas fêmeas Wistar e em ratas espontaneamente hipertensas (SHR), ambas ooforectomizadas submetidas à sobrecarga de frutose na água de beber. Foram utilizadas 40 fêmeas Wistar e SHR divididas em 4 grupos (n=10 em cada grupo) de ratas ooforectomizadas (remoção bilateral dos ovários) submetidas à sobrecarga de frutose (100g/L de água): sedentária (FOS), treinada (FOT), hipertensa sedentária (FHOS), hipertensa treinada (FHOT). Os grupos treinados foram submetidos a um programa de TF em esteira ergométrica (1 hora/dia, 5 dias/semana, 8 semanas, 40-60% da velocidade máxima no teste de esforço). A concentração sanguínea de glicose e triglicerídeos e o teste de resistência à insulina foram utilizados para avaliar o perfil metabólico. Ao final do protocolo, os animais foram canulados para registro direto de pressão arterial (PA). Além disso, avaliou-se a modulação autonômica cardiovascular no domínio do tempo e da freqüência (análise espectral). O perfil oxidativo foi verificado no tecido cardíaco avaliando-se a quimiluminescência (QL), a relação glutationa reduzida/glutationa oxidada (GSH/GSSG), bem como a atividade das enzimas antioxidantes: superóxido dismutase (SOD), glutationa peroxidase (GPx) e a catalase (CAT). O grupo FOS apresentou redução dos valores de triglicerídeos e do KITT (constante de decaimento da glicose) no teste de tolerância à insulina quando comparado ao grupo FOT. Os grupos FOHS e FOHT apresentaram valores de resistência à insulina e valores triglicerídeos semelhantes ao grupo FOS. Os valores de PA foram maiores nos grupos FOHS e FOHT em relação aos grupos FOS e FOT. Além disso, os animais do grupo FOHS apresentaram taquicardia de repouso em relação aos demais grupos estudados. O TF induziu bradicardia de repouso nos grupos treinados. A hipertensão induziu redução do RMSSD (raiz quadrada da média dos quadrados. das diferenças entre os intervalos R-R normais sucessivos) do intervalo de pulso (IP); e o TF induziu aumento do RMSSD somente no grupo FOT em relação aos demais grupos estudados. Com relação à banda de baixa freqüência do IP (BF), os grupos FOHS e FOHT demonstraram uma redução exacerbada desses valores em relação aos grupos FOS e FOT. A banda de alta freqüência do IP (AF) foi menor no grupo FOHT quando comparados ao grupo FOT. A hipertensão induziu um aumento na VAR-PAS e da banda de BF da PAS. No entanto, o TF atenuou tais disfunções nos grupos FOT e FOHT. A hipertensão provocou uma redução no índice alfa, representativa da sensibilidade barorreflexa espontânea que foi atenuada pelo TF (FOT e FOHT). A QL estava reduzida somente no grupo FOT em relação ao grupo FOS. Já a relação GSH/GSSG estava maior no grupo FOHT em relação ao grupo FOHS. A atividade da CAT foi maior nos grupos treinados, mas a atividade da GPx e da SOD foi semelhante entre os grupos estudados. Observaram-se correlações negativas entre a QL e o RMSSD (r=-0,60) e o índice alfa (r=-0,63), sugerindo que animais que reduziram o estresse oxidativo cardíaco apresentavam melhora na modulação autonômica cardiovascular. Concluindo, os resultados demonstraram prejuízos no perfil metabólico e autonômico em ratas ooforectomizadas sedentárias normotensas tratadas com sobrecarga frutose, e que a hipertensão induziu disfunções hemodinâmica e autonômica adicionais nesses animais. Entretanto, o achado mais importante de nosso trabalho foi que o treinamento físico atenuou algumas dessas disfunções decorrentes da privação dos hormônios ovarianos e do consumo crônico de frutose, pelo menos em parte associado à redução do estresse oxidativo; todavia, a presença de hipertensão aboliu alguns benefícios observados no grupo normotenso treinado.
Abstract: [en] The purpose of this study was to evaluate the effects of physical training on cardiovascular and metabolic parameters, on autonomic cardiovascular modulation and on oxidative stress in female rats Wistar and in spontaneously hypertensive rats (SHR), both ovariectomized and submitted to fructose overload in drinking water. Ovariectomized (bilateral ovary removal) female Wistar rats and female SHR submitted to fructose overload (100g/L) were divided into 4 groups (n=10 each): sedentary (SOF), trained (TOF), sedentary hypertensive (SHOF), trained hypertensive (THOF). The trained groups were submitted to an exercise training protocol on a treadmill (1 hour/day; 5 days/week; 8 weeks; 40-60% of the maximum velocity of the exercise test). The blood glucose and triglycerides concentrations and the insulin tolerance test were performed to evaluate the metabolic profile. At the end of the protocol all the rats were cannulated to arterial pressure (AP) direct recording. Moreover, the cardiovascular autonomic control was evaluated in the time and the frequency (spectral analysis) domains. The oxidative profile was verified in the heart tissue by the chemiluminescence (CL), the glutathione reductase/glutathione oxidase ratio (GSH/GSSG), as well as by the antioxidant enzymes superoxide dismutase (SOD), glutathione peroxidase (GPx) and catalase (CAT) activities. The SOF group presented reduced triglycerides values and KITT (constant of glucose reduction) in the insulin tolerance test when compared with the TOF group. The SHOF and THOF rats showed similar KITT and triglycerides values when compared to SOF rats. The AP values were higher in SHOF and THOF groups when compared with SOF and TOF groups. Furthermore, SHOF rats presented resting tachycardia in relation to the other studied groups. Exercise training (ET) induced resting bradycardia in the trained groups. The hypertension induced to a reduction in RMSSD (root mean square of successive differences) of the pulse interval (PI); and the ET induced an increase in the RMSSD only in the TOF group when compared to the. other studied groups. Regarding the low frequency band (LF) of the PI, the SHOF and THOF groups showed a exacerbated reduction as compared to SOF and TOF groups. The high frequency band (HF) of the PI was lower in the THOF group in relation to the TOF group. The hypertension induced an enhancement in the variance of the PA (VAR-PAS) and the LF band of the PA. However, the ET attenuated such dysfunctions in the SOF and THOF groups. The hypertension induced a reduction in the alpha-index (which represents the spontaneous baroreflex sensitivity), that was attenuated by the ET (TOF e THOF). The CL was reduced in the TOF rats as compared to the SOF rats. The GSH/GSSG ratio was increased in the SHOF group in relation to THOF group. The CAT activity was higher in the trained groups, but the GPx and SOD activities were similar between studied groups. Negative correlations were obtained between CL and RMSSD (r=-0.60) and the alpha index (r=-0.63), suggesting that animals that reduced oxidative stress showed improvement in the autonomic cardiovascular modulation. In conclusion, the results demonstrated impairments in the metabolic and autonomic profiles in ovariectomized sedentary normotensive rats submitted to fructose overload, and that hypertension induced additional hemodynamic and autonomic dysfunctions in these animals. However, the main finding of our study was that the ET had attenuated some dysfunctions observed in female rats submitted to ovarian hormones deprivation and chronic fructose overload, at least in part associated with oxidative stress reduction; nevertheless the presence of hypertension abolished some benefits that were observed in the normotensive trained group.
Titulação: Mestrado em Educação Física
Orientador (a): Kátia De Angelis
Assuntos: [pt] Hipertensão
[pt] Menopausa
[pt] Treinamento Físico
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