Biblioteca - Profª Alzira Altenfelder Silva de Mesquita

Resumo

Autor: Lucinar Jupir Forner Flores
Título(s): [pt] Efeitos do treinamento físico em ratas ooforectomizadas e infartadas: avaliações do controle autonômico da circulação.
Resumo: [pt] O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos cardiovasculares e autonômicos do treinamento físico aeróbio em ratas ooforectomizadas e infartadas. Foram utilizados ratos Wistar fêmeas, (200 e 230g) divididos em 4 grupos: ooforectomizado sedentário (OS, n=12), ooforectomizado treinado (OT, n=12), ooforectomizado infartado sedentário (OIS, n=8) e ooforectomizado infartado treinado (OIT, n=8). A ooforectomia foi realizada pela secção dos ovidutos e remoção bilateral dos ovários. Dois dias após a ooforectomia os grupos OIS e OIT foram submetidos ao infarto do miocárdio (IM) através da ligadura da artéria coronária esquerda. O teste de esforço máximo foi realizado em todos os grupos para verificação da capacidade física. Os grupos OT e OIT foram submetidos a um protocolo de treinamento físico em esteira ergométrica (1 hora/dia; 5 dias/semana; 8 semanas; 50-60% da velocidade máxima no teste de esforço). A função cardíaca foi avaliada de forma indireta pelo ecocardiograma (ECO) (no início e no final) e de forma direta pela da cateterização do ventrículo esquerdo (VE) (no estado basal e em resposta a uma sobrecarga de volume). Ao final do período de treinamento foram realizadas as avaliações bioquímicas (estradiol, glicemia e triglicerídeos). Os sinais de pressão arterial (PA) foram gravados e processados por um sistema de aquisição (CODAS, 2KHz). A sensibilidade barorreflexa foi avaliada através das respostas de taquicardia (RT) e bradicardia (RB) reflexas a alterações de PA induzidas pela injeção (i.v.) de doses crescentes de nitroprussiato de sódio e fenilefrina, respectivamente. O reflexo cardiopulmonar foi determinado através da avaliação das repostas hipotensoras e bradicárdias induzidas pela injeção (i.v.) de doses crescentes de serotonina (5-HT). Os efeitos vagal (EV) e simpático (ES) foram medidos através (i.v.) do bloqueio vagal (atropina, 3mg/Kg) e simpático (propranolol, 4mg/Kg). Os grupos OT e OIT apresentaram menor ganho de peso corporal quando comparados aos grupos OS e OIS ao final do protocolo. O peso do VE e do coração foram maiores nos grupos ooforectomizados infartados quando comparados aos grupos OS e OT. Já a razão peso corporal/peso do coração foi maior nos grupos infartados quando comparado ao grupo OS. A área do IM do VE avaliada através do ECO foi semelhante entre os grupos infartados nas avaliações iniciais e finais (~35%), apresentando correlação (r=0,9: p<0,0001) com a medida do % da área do IM através dos carimbos em papel milimetrado (~44%) realizada no final do protocolo. Os grupos treinados apresentaram melhora da capacidade física quando comparados aos grupos sedentários (OT vs. OS; OIT vs. OIS no teste de esforço final). Os resultados metabólicos evidenciaram redução da glicemia do grupo OIT quando comparado aos grupos OS e OIS. Os triglicérideos estavam aumentados no grupo OIS quando comparados aos demais grupos. O estradiol apresentou valores abaixo da faixa de detecção, evidenciando a eficácia da cirurgia de ooforectomia. Os resultados ecocardiográficos mostraram massa do VE (MVE) e cavidade do VE em diástole (VEDIA) maior nos grupos infartados quando comparados ao grupo OS na avaliação inicial, o que não observou-se na avaliação final. A fração de ejeção estava reduzida na avaliação inicial nos grupos infartados quando comparado ao grupo OS e OT (41,2 ± 2,22 % no OIS e 44,1 ± 3,6 % no OIT vs. 67 ± 2% no OS e 67,9 ± 2% no OT). Na avaliação final, observou-se que o treinamento físico aumentou a FE no grupo OIT (54,7 ± 4,9%) quando comparado ao grupo OIS (44,1 ± 3,6%), não havendo diferenças quando comparado o grupo OIT aos grupos não infartados (69,4 ± 1,1% no OS e 67,2 ± 1,7 % no OT na avaliação final).
Abstract: [en] The purpose of the present study was to investigate the cardiovascular and autonomic effects of aerobic physical training in ovariectomized infarcted rats. Female Wistar rats (200-230g) were divided in 4 groups: sedentary ovariectomized (SO, n=12), trained ovariectomized (TO, n=12), sedentary ovariectomized infarcted (SOI, n=8) and trained ovariectomized infarcted (TOI, n=8). The ovariectomy was realized throughout the oviduct section and bilateral ovary removal. Myocardial infarction (MI) was induced by left coronary artery ligation 2 days after ovariectomy. The maximum exercise test was performed in all groups to evaluate physical capacity. TO and TOI groups were submitted an exercise training protocol on treadmill (1hour/day; 5 days/week; 8 weeks; 50-60% maximum exercise test velocity). The ventricular function was analyzed indirectly by echocardiogram (initial and final) and directly by left ventricle (LV) catheterization (basal state and during volume overload). At the end of training period, biochemist evaluations were performed (oestradiol, glycemia, triglycerides). The arterial pressure signals (AP) were recorded and processed using a data acquisition system (CODAS, 2 KHz). The baroreflex sensitivity was evaluated by the tachycardic (TR) and bradycardic (BR) responses to AP changes induced by injections (e.v.) of increasing doses of sodium nitroprusside and phenylephrine, respectively. The cardiopulmonar reflex evaluation was measured by hypotensive and bradycardic responses to increasing doses of serotonin (5-HT). The vagal effect (VE) and sympathetic effect (SE) were determined by vagal (methylatropine, 3mg/kg) and sympathetic (propranolol, 4mg/kg) blockades. TO and TOI animals showed decreased body weigh gain when compared with OS and OIS animals. LV and heart weights were enhanced in infarcted ovariectomized groups when compared to SO and TO groups. The body weight/ heart weight ratio was higher in infarcted rats in comparison to SO rats. LV infarction area evaluated by ECO was similar between infarcted groups in initial and final evaluations (~35%), showing a correlation (r=0.9: p> 0.0001) with the %LV infarction area measured by millimeter paper stamps (~44 %) realized at the end of the protocol. Trained groups demonstrated physical capacity improvement when compared with sedentary groups (TO vs. SO; TOI vs. SOI in the final exercise test). Metabolic results evidenced reduced glycemia in TOI group in relation to SO e SOI groups. Triglycerides were increased in SOI rats as compared to other groups. Oestradiol was lower than commercial kits detect levels, evidencing ovariectomy procedure efficacy. Echocardiography results showed LV mass and LV diameter cavity increase in infarcted animals when compared to OS animals in the initial evaluation, however, these alterations were not observed in the final evaluation. Ejection fraction (EF) was reduced in the initial ECO measurement in infarcted groups in relation to non infarcted groups (41.2 ± 2.22 % in SIO and 44.1 ± 3.6 % in TIO vs. 67 ± 2% in SO and 67.9 ± 2% in TO). In the final ECO evaluation, EF was enhanced in TOI group (54.7 ± 4.9%) in comparison to SOI group (44.1 ± 3.6%). There was no EF differences between OIT rats and non infarcted rats at the end of the protocol (69.4 ± 1.1% in OS and 67.2 ± 1.7 % in OT).
Titulação: Mestrado em Educação Física
Orientador: Kátia De Angelis
Assuntos: [pt] Ratas ooforectomizadas
[pt] Controle autonômico
[pt] Treinamento físico
Data da Defesa: XX/XX/2006
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Pesquisa Específica