Tecido √ďsseo - Tecido √≥sseo compacto desgastado | Tecido √≥sseo compacto descalcificado

Material: Di√°fise de osso em corte transversal
Técnica: Desgaste com a utilização de disco de Carborundum

Observação com aumento total de 100x: Neste aumento poderemos observar os sistemas de Havers e os sistemas intermediários com facilidade.

Em cada sistema de Havers poderemos observar o canal de Havers, lamelas mineralizadas concêntricas e lacunas ou osteoplastos.

Os sistemas de Havers s√£o cilindros microsc√≥picos que a√≠ aparecem em sec√ß√Ķes circulares, pois os cortes foram transversais perpendiculares.

Entre os sistemas de Havers poderemos observar os sistemas intermediários com distribuição irregular das lacunas ou cavidades e do material intercelular.

Observação com aumento total de 400x: Poderemos observar os detalhes do sistema de Havers com os canalículos bem visíveis. Estes contêm o prolongamento dos osteócitos.

Das lacunas ou osteoplastos que abrigam as células (osteócitos) partem os canalículos que abrigam os prolongamentos dessas células. As lamelas mineralizadas concêntricas podem ser obervadas com grande nitidez.

 

2. Tecido ósseo compacto descalcificado

Material: Corte transversal da di√°fise do osso
Técnica: Descalcificação com ácido nítrico e coloração por HE

Observação com aumento total de 100x: Nesse aumento, podemos observar no osso compacto onde ficam os sistemas de Havers. Na parte central poderemos observar uma cor mais acentuada a medula óssea vermelha, onde são produzidos os elementos figurados do sangue.

 

Observação com aumento total de 400x: Nesse aumento na parte compacta do osso, poderemos observar nitidamente o canal de Havers no centro do sistema de Havers bem como as lacunas contendo os osteócitos dispostas concentricamente em relação ao canal. Por essa técnica observamos o colágeno nas lamelas ósseas corados em róseo-avermelhados, mas não observamos a parte mineral que foi eliminada com a descalcificação feita com ácido nítrico. No canal de Havers podem ser observados tecido conjuntivo eventualmente vasos sanguíneos e fibras nervosas.

Na medula óssea vermelha as células que irão dar origem as hemácias como é o caso dos eritroblastos, as células que darão origem aos leucócitos, como é o caso dos mieloblastos e mielócitos e as células que darão origem às plaquetas como é o caso dos megacarioblastos e megacariócitos.

 

3. Tecido ósseo esponjoso descalcificado

Material: Calota craniana
Técnica: Descalcificação por ácido nítrico e coloração por HE

Observação com aumento total de 40x: Neste aumento percebemos a presença do periósteo que é o tecido conjuntivo que reveste o osso dos dois lados, ainda podemos perceber as trabéculas ósseas róseo avermelhadas delimitando as cavidades medulares que aparecem como espaços claros.


Observação com aumento total de 100x: Já podemos perceber com mais detalhes o periósteo e as trabéculas ósseas contendo lacunas onde ficam situadas as células ósseas adultas (osteócitos). Osteoblastos (células jovens) enfileirados também podem ser percebidos no bordo das trabéculas ósseas. Nas cavidades medulares poderemos observar tecido mielóide da medula óssea vermelha bem como vasos sanguíneos.



Observação com aumento total de 400x: Com este aumento é possível observar-se os três tipos de células ósseas: osteoblastos enfileirados no bordo das trabéculas, osteócitos dentro das lacunas no interior das trabéculas e os osteoclastos bem avermelhados multinucleados ligados a reabsorção óssea.

 

Observação com aumento total de 1000x: Neste aumento poderemos observar os três tipos de células com grande nitidez. Na parte externa do osso fica o periósteo responsável pela ossificação intramembranosa, nele poderemos encontrar fibroblastos, fibras colágenas e células mesenquimais indiferenciadas que darão origem aos osteoblastos. Nas cavidades medulares, poderemos observar detalhadamente tecido conjuntivo e vasos sanguíneos.

 

4. Ossificação endocondral

A ossificação endocondral é a formação do osso tendo por molde restos da matriz cartilaginosa. A cartilagem serve de molde para a formação do osso.
Material: Ossos em formação junto à articulação tíbio-femural
Técnica: HE

Nesse processo de ossifica√ß√£o ocorrem altera√ß√Ķes regressivas da cartilagem onde poderemos observar varias zonas: zona de cartilagem normal; zona de cartilagem seriada, zona de cartilagem hipertr√≥fica, zona de calcifica√ß√£o e eros√£o; e zona de ossifica√ß√£o propriamente dita.

O tecido ósseo de cor avermelhada fica sobre os tabiques de matriz cartilaginosa de cor azul que representam o que sobrou do tecido cartilaginoso que foi sendo degradado.

Observação com aumento total de 40x: Neste aumento poderemos observar a área da articulação tíbio-femural (diartrose) onde aparecem os dois ossos em fomação. As várias zonas de cartilagem podem ser observadas.

 

Observação com aumento total de 100x: Neste aumento as várias zonas de cartilagem do processo de ossificação endocondral já aparecem mais evidenciadas.

 

Observação com aumento total de 400x: Neste aumento podemos observar as primeiras espículas ósseas se formando em torno dos tabiques cartilaginosos (restos de matriz da cartilagem). Essa é a zona de ossificação propriamente dita.

 

Observação com aumento total de 1000x: Neste aumento é possível observar-se detalhadamente as zonas de cartilagem seriada, hipertrófica, de calcificação, de erosão e início da ossificação propriamente dita.

 
Coment√°rios (2)
2Quarta, 03 Agosto 2011 23:57
Jacky
Bom antes de mais nada quero agradecer por essa explicaçao essencial sobre Tecido Osseo pois estava precisando muito.Eu amo biologia mas claro tenho duvidas e essa foi demais,veio no momento certo.Ah ainda os parabenizo pois o trabalho de voces e exelente.Continue assim.
1Quarta, 18 Maio 2011 17:07
Nany
oooi , adorei o acervo de laminas , salvei todos em meu pc. obrigada me ajudou muuuuuuuuuuito ... Parabens pela iniciativa :D """"



Obrigado por visitar o Acervo Digital de L√Ęminas de Citologia, Histologia e Embriologia.
Registre a sua presença ou comente sobre o material em exposição.
Seu apelido/nome:
Coment√°rio:

• Política de moderação de comentários

A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o autor deste blog reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

© 2000/2017 - Universidade São Judas Tadeu.